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Determinada e solidária: veja quem era a mulher encontrada morta dentro de cisterna em BH

28/08/2024 às 11h33 - Atualizado em 28/08/2024 às 11h39
Magna Laurinda Ferreira Pimentel, encontrada morta dentro de cisterna
Magna foi encontrada morta dentro de cisterna na casa do pai dela

Amigos e familiares da mulher encontrada numa cisterna em Belo Horizonte, nessa terça-feira (27), buscam justiça para tentar amenizar a dor da trágica morte de Magna Laurinda Ferreira Pimentel, vista como uma mulher determinada e solidária.

Um dia após o corpo da vítima ser localizado, Josi Sousa, amiga de Magna, ressalta as memórias da amizade de 15 anos. “Nós nos conhecemos quando trabalhávamos em empresas próximas. Depois disso, passamos a sair juntas e frequentávamos as casas uma da outra”, recorda. 

Entre os amigos, Magna, de 42 anos, era carinhosamente conhecida como Maguinha. A ex-vendedora de loja fez carreira no setor, chegando a ser gerente de um comércio. Depois, conseguiu se formar em contabilidade e trabalhava, recentemente, com recursos humanos. “As características mais marcantes da Maguinha eram a determinação e a solidariedade. Se eu estivesse com um problema e ela também, o meu era mais importante para ela”, comenta Josi.

Do desaparecimento à morte

Josi é uma das amigas que montaram um grupo virtual com o ex-marido de Magna para tentar recolher informações quando perceberam o desaparecimento dela, na última sexta-feira (23).

“Maguinha demorou a engravidar. Ser mãe sempre foi o sonho dela. Então, quando perceberam que ela não havia buscado a filha na escola, entendemos que havia algo errado. Ela jamais deixaria a filha abandonada na escola”, contou sobre os últimos momentos de Magna com a filha de 4 anos.

A Polícia Civil identificou que Magna havia descoberto um possível golpe contra o pai dela, um idoso acamado. A companheira do homem e os enteados estariam desviando dinheiro dele. Fontes ligadas à investigação apontam que somente nos últimos dois meses foram R$ 40 mil, sendo que R$ 9 mil foram usados no Jogo do Tigrinho.

“Magna desconfiava desse esquema e comentou com uma amiga nossa e com o ex-marido. Ela disse que suspeitou após a madrasta fazer uma união estável e, de imediato, contratar um empréstimo de R$ 40 mil em nome do pai dela”, comenta Josi.

“Uma semana depois de descobrir isso, Maguinha recebeu uma ligação avisando que o pai dela estava doente. Ela foi até a casa dele. Depois disso, não foi mais vista”, detalha a amiga.

O corpo de Magna foi achado dentro da cisterna que fica nos fundos da casa do pai dela, no bairro Candelária, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte. Vizinhos conta que a família da madrasta fez um churrasco no imóvel no domingo (25), dois dias depois do crime.

Seis pessoas foram presas nessa terça-feira (27). São elas: a madrasta de Magna, quatro filhos da mulher e a namorada de uma das filhas da madrasta. A polícia apura a participação do grupo no caso.

Segundo as informações iniciais, a madrasta confirmou aos investigadores que o filho mais velho dela matou Magna e ela ajudou a ocultar o corpo.

O corpo de Magna ainda está no IML (Instituto Médico-Legal) de Belo Horizonte. A reportagem tenta contato com a defesa dos suspeitos.

Veja imagens do momento em que o Corpo de Bombeiros trabalha para retirar o corpo de Magna da cisterna:

Pablo Nascimento

Jornalista formado pela PUC Minas e pós-graduado em produção digital pelo Uni-BH. Focado na cobertura de cidades, passou por redações de TVs e portal de notícias. Como repórter, conquistou prêmios com reconhecimento estadual e nacional, em diferentes plataformas. Preza por unir precisão da informação à produção de conteúdo multiplataforma.
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