O reajuste nas tarifas de combustíveis iniciado no último sábado (1º) já é sentido nos postos da Grande BH. Uma pesquisa Mercado Mineiro aponta que a gasolina deve ficar mais cara cerca de R$ 0,30, enquanto o diesel deve subir quase R$ 0,35 na bomba. Apesar das políticas de preço não serem focadas no etanol, o levantamento aponta que o produto também deve sofrer pressão nos próximos dias. Nestes casos, a elevação prevista é de R$ 0,10.
O reajuste já foi identificado nos últimos dois dias, explica Feliciano Abreu, coordenador da pesquisa. O levantamento aponta que a gasolina comum é encontrada por R$ 6,79 em alguns postos na região Centro-Sul da capital mineira. O preço médio está em R$ 6,15. O menor valor encontrado foi de R$ 5,79.
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O preço mínimo do etanol foi de R$ 4,09 e o maior R$ 4,99, com valor médio na casa dos R$ 4,53. Já em relação ao diesel, o valor mais baixo é de R$ 5,59 e o maior é de R$ 6,69.
Por que o combustível ficou mais caro?
Dois motivos explicam a elevação no preço do combustível. O primeiro deles é o reajuste no Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviço (ICMS), definido pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) em outubro do ano passado. As novas taxas entraram em vigor no último sábado (1º). Eles previram um aumento de R$ 0,10 na alíquota da gasolina, chegando a R$ 1,47 por litro e de R$ 0,06 para o diesel, chegando a R$ 1,12 o valor referência.
Em relação à gasolina e ao etanol, a Petrobras não alterou o preço nas refinarias, que está com defasagem em torno de 7% em relação aos preços internacionais. No entanto, a alíquota de ICMS subiu R$ 0,10, de R$ 1,37 para R$ 1,47 por litro.
Para além disto, a Petrobrás aumentou, na mesma data, o valor do diesel em R$ 0,22 por litro. Com isto, o preço médio para as distribuidoras chegou a R$ 3,72.
As alterações nas políticas tarifárias não estão ligadas diretamente ao etanol. No entanto, o economista Feliciano Abreu explica que o valor do produto também sofre impacto.
“O posto acaba aumentando o valor do etanol de carona. Eles entendem que se deixar o preço [do etanol] defasado, a gasolina vai ficar encalhada. Mas não é o único motivo. Isso também acontece porque estamos no período de entressafra, o que afeta o preço”, detalha.
Abreu pontua que, embora o álcool não esteja na lista de mudança de alíquota, o aumento do preço não é proibido devido à liberdade de mercado. “Nos últimos dias o etanol aumentou R$ 0,10 e a estimativa é que encareça mais 5% nos próximos dias”, completou o especialista.
As mudanças, segundo o especialista, abrem portas para pressão nos preços de outros produtos. “O diesel não tem perdão. É um aumento muito forte. Os caminhoneiros acabam repassando para os clientes e isso pressiona outros setores”, avalia.











