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Aeroporto Carlos Prates é oficialmente desativado neste sábado

01/04/2023 às 10h23
Aeroporto Carlos Prates
Além das casas, bairro terá equipamentos públicos diversos (Infraero/Divulgação)

Em meio a comemorações e protestos, o Aeroporto Carlos Prates, na região Noroeste de Belo Horizonte, interrompe suas operações oficialmente neste sábado (1°). A gestão do espaço fica agora com a prefeitura, três semanas após um acidente que matou um piloto e deixou a filha dele em estado grave.

Pousos e decolagens estão suspensos na área, mas pilotos e proprietários de aeronaves ainda têm um prazo maior para retirá-las do espaço. A Guarda Municipal de BH também já assumiu a segurança da área, com 40 agentes e mais de 10 viaturas.

De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, um termo assinado nessa sexta-feira (31) permite à PBH liderar um “processo organizado de encerramento das atividades, conferindo tempo para que todas as aeronaves hangaradas e os serviços prestados sejam transferidos para outras localidades de forma adequada”.

“Ao longo do tempo, as operações atuais poderão ser alocadas em outros aeroportos, como Pampulha e Confins, além dos aeroportos regionais da zona metropolitana da capital mineira, como o de Conselheiro Lafaiete (MG), que tem interesse em atender as escolas de aviação”, informa a pasta do governo federal.

Desativação após acidente

A desativação do Aeroporto Carlos Prates neste 1° de abril havia sido confirmada pelo prefeito Fuad Noman (PSD) após tratativas com o governo federal, que até então era responsável pelo espaço.

Segundo ele, o espaço será entregue à prefeitura para a construção de um programa amplo de moradias populares, para indústrias não poluentes, comércios e parques.

A rápida suspensão das operações veio após um acidente no dia 11 de março, no bairro Jardim Montanhês, que matou um médico e piloto de avião e deixou a filha dele internada em estado grave.

O acidente atingiu duas casas, mas outros moradores da região também foram afetados, já que tiveram de deixar suas casas durante a retirada dos destroços por causa do risco de explosão.

Defensores do Aeroporto Carlos Prates, por outro lado, se opõem a desativação e defendem que várias aeronaves não têm para onde ir. Também sustentam que o espaço emprega cerca de 500 pessoas e conta com cinco escolas de aviação, formando mais de mil pilotos por ano.

Sofia Leão

Repórter do BHAZ desde 2019 e graduada em jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Participou de reportagens premiadas pelo Prêmio Cláudio Weber Abramo de Jornalismo de Dados, pela CDL/BH e pelo Prêmio Sebrae de Jornalismo em 2021.
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Repórter do BHAZ desde 2019 e graduada em jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Participou de reportagens premiadas pelo Prêmio Cláudio Weber Abramo de Jornalismo de Dados, pela CDL/BH e pelo Prêmio Sebrae de Jornalismo em 2021.
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