Um levantamento feito pela Câmara de Dirigentes de Belo Horizonte (CDL/BH) indica que os belo-horizontinos devem menos que o restante do país.
De acordo com a pesquisa, divulgada nesta segunda-feira (17), a inadimplência em Belo Horizonte cresceu 5,48% entre junho de 2022 e junho de 2023. Na região Sudeste, esse número sobe para 6,78%. Em território nacional, a quantidade de devedores cresceu 7,64%.
Para o presidente da CDL/BH, o dado é um sinal verde para empresários e consumidores. “A capital mineira vem recuperando a força das atividades econômicas, especialmente as ligadas ao setor de comércio e serviços. Nos últimos meses tivemos um aquecimento do mercado de trabalho e aumento da massa salarial”, explica.
“Sabemos que ainda não estamos no cenário ideal, mas um indicador como este traz otimismo e mais confiança tanto para o empresário, quanto para o consumidor”.
Ainda segundo a apuração, a maioria dos inadimplentes em BH são pessoas entre 40 e 64 anos, que representam 44,9% do total. Em segundo lugar está a população entre 25 e 30 anos (33,43%). Idosos acima de 65 anos e jovens de 18 a 24 anos representam a menor parcela dos devedores, com 16,22% e 5,34% do todo, respectivamente.
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A pesquisa apontou que mulheres estão mais inadimplentes que os homens. “Isto é explicado pela alta taxa de desemprego entre o gênero feminino e também pela disparidade salarial, com homens ganhando 34,2% a mais”, aponta o presidente da CDL/BH.
Desenrola Brasil
Teve início hoje (17) a renegociação de dívidas da faixa 2 do Programa Desenrola Brasil, que foca em pessoas físicas inadimplentes. A faixa abrange a população com renda de dois salários mínimos, de R$ 2.640 até R$ 20 mil por mês. Cerca de 30 milhões de brasileiros podem se beneficiar.
Por meio do Programa Desenrola Brasil, as dívidas podem ser parceladas em, no mínimo, 12 prestações. Também é necessário ter sido incluído no cadastro de inadimplentes até 31 de dezembro de 2022.
Marcelo de Souza e Silva, enxerga o programa como uma oportunidade de quitar as dívidas e deixar o cadastro de inadimplentes. “Os inadimplentes já podem se inscrever pela plataforma “gov.br” e aproveitar a chance de pagar as contas em atraso com condições diferenciadas. As famílias poderão negociar as dívidas que mais apertam o orçamento como contas de água e luz, educação, cartões de crédito e boletos. É uma excelente oportunidade para limpar o nome e retornar ao mercado de consumo”, aconselha o dirigente.












