Mais caros a partir de amanhã: Petrobras anuncia novo reajuste nos preços da gasolina e do diesel

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Aumentos acontecem menos de um mês após os últimos reajustes (Fernando Frazão/Agência Brasil)

A Petrobras anunciou, nesta segunda-feira (25), um novo reajuste nos preços da gasolina e do diesel. A mudança começa a valer a partir de amanhã (26) nas refinarias. Para justificar os ajustes, a estatal citou a elevação das cotações internacionais do petróleo e a taxa de câmbio. Este é o segundo aumento nos preços dos dois produtos somente neste mês.

O preço médio de venda da gasolina para as distribuidoras passará de R$ 2,98 para R$ 3,19 por litro, refletindo reajuste médio de R$ 0,21 por litro – com isso, o aumento será de 7%.

Já para o diesel, o preço médio de venda para as distribuidoras vai passar de R$ 3,06 para R$ 3,34 por litro – reajuste médio de R$ 0,28 por litro. A mudança representa um aumento de 9,15% para o derivado.

A partir de amanhã, portanto, a parcela da Petrobras no preço da gasolina na bomba passará a ser de R$ 2,33 por litro em média – uma variação de R$ 0,15 por litro. Já sobre o diesel, considerando a mistura obrigatória de 12% de biodiesel, a empresa deve faturar, em média, R$ 2,94 do preço do litro na bomba – variação de R$ 0,24.

Em menos de um mês…

O último ajuste no preço da gasolina havia sido anunciado no início deste mês, quando a petroleira aumentou o valor nas refinarias em 7,2%. Na época, a gasolina subiu R$ 0,20 – deixando de custar R$ 2,78 e indo para R$ 2,98.

Já a última mudança no preço do diesel havia sido anunciada pouco antes, em 27 de setembro, quando o preço passou de R$ 2,81 para R$ 3,06 por litro – uma alta de 8,9%.

Justificativa

Segundo a Petrobras, o reajuste tem relação com a prática de preços competitivos e o equilíbrio com o mercado. “Esses ajustes são importantes para garantir que o mercado siga sendo suprido em bases econômicas e sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras”, argumentou, em nota (leia na íntegra aqui).

Ainda de acordo com a estatal, o alinhamento de preços ao mercado internacional “se mostra especialmente relevante” no momento atual, já que a Petrobras recebeu uma demanda atípica para o mês de novembro de 2021.

Por fim, a empresa ainda justifica o aumento pela elevação nos patamares internacionais de preços de petróleo – impactados pela oferta limitada frente ao crescimento da demanda mundial – e da taxa de câmbio.

Mobilização em Minas

Ao longo dessa semana, a escalada dos preços da gasolina e do diesel – associada à demanda por ações concretas do governo – já movimentou trabalhadores em Minas Gerais e interferiu na rotina dos mineiros. Entre quinta (21) e sexta-feira (22), os tanqueiros do estado paralisaram as atividades para protestar contra os preços exorbitantes praticados nos postos e cobrar medidas do governo estadual.

Apesar de breve, a paralisação refletiu nas ruas: o que se viu na Grande BH no início da sexta-feira foram filas grandes e desabastecimento em alguns postos. Pouco depois do início da greve, a categoria decidiu suspender a paralisação, mas não as demandas: após o governador Romeu Zema (Novo) anunciar nova medida nesta segunda, os tanqueiros voltaram a afirmar que continuam insatisfeitos.

A nova reivindicação veio após Zema anunciar que o estado vai congelar o valor do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) do diesel a partir de hoje. A medida foi recebida como uma “vitória parcial” pelos representantes dos tanqueiros (veja detalhes aqui).

“Foi uma vitória que nós tivemos após a greve, mas ainda não atende completamente. Nós queremos a redução do ICMS, que era 12% e foi elevado para 15%, e nós queremos que ele reduza. Volte ao que era. Então esse é um pedido da categoria e nós aguardamos que o governo venha a ter essa sensibilidade”, disse o presidente do Sinditanque-MG, Irani Gomes

Edição: Giovanna Fávero

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