Quase 16% do Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais vem de cooperativas. Dados do Anuário do Cooperativismo Mineiro 2026 mostram que as 788 cooperativas em atividade, em 2025, movimentaram R$ 184 bilhões, resultado que representa um crescimento de 16,6% em relação ao ano anterior. O modelo de negócios empregou mais de 64 mil pessoas, com uma média de 231 novos postos de trabalho por mês.
No agronegócio, o cooperativismo responde por mais de 63% da produção de café do estado, 10% a mais do que o registrado em 2024. Além disso, há uma participação expressiva nas cadeias do leite, com 18% da produção mineira passando por empresas que utilizam esse modelo, algodão, com 21% de participação, e 29% no caso da cultura do abacate, além de 21% da borracha natural extraída.
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Já no sistema financeiro, as cooperativas de crédito alcançaram 3,5 milhões de clientes e conquistaram aproximadamente 500 mil novos correntistas em 2025, ampliando o acesso a serviços financeiros em municípios onde, muitas vezes, não há presença de bancos tradicionais.
O presidente do Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais (Sistema Ocemg), Ronaldo Scucato, afirma que “enquanto bancos comerciais fecham postos de atendimento, o cooperativismo de crédito investe na ampliação de sua rede de atendimento. Hoje, as cooperativas são a única instituição financeira presente em 84 municípios mineiros”.
Na área da saúde, o alcance do setor também chama atenção. Cerca de 3,9 milhões de mineiros utilizam planos de saúde cooperativistas, o equivalente a um em cada cinco habitantes do estado. Somente no último ano, a rede formada por profissionais e cooperativas de saúde realizou 17,8 milhões de consultas e 82,9 milhões de exames, especialmente nas cidades do interior.
Cooperativismo gera mais empregos e mais renda em Minas Gerais
Além da contribuição econômica, o relatório produzido pelo Sistema Ocemg mostra que o cooperativismo encerrou 2025 com 2,8 mil novos postos de trabalho em Minas Gerais, o que representou um aumento de 4,6% em relação ao total de trabalhadores do setor no ano anterior. O salário médio pago pelas cooperativas, R$ 4.059,97, ficou cerca de 36% acima da média do setor privado. Outro indicador relevante é a participação feminina, que já representa quase 55% dos empregos e mais de mil posições de liderança dentro das organizações cooperativistas.
Para Scucato, “cada vez mais, o cooperativismo se consolida como uma força econômica com escala, capilaridade e capacidade de alavancar o desenvolvimento econômico e social do nosso estado”.









