Marcos Evangelista de Morais, o eterno Cafu, falou pela primeira vez sobre a morte do filho mais velho. Danilo, de 30 anos, teve um infarto enquanto jogava futebol em casa e morreu, em setembro deste ano.
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Em entrevista à Veja, o capitão do Penta contou que vai ao cemitério a cada cinco dias para visitar o túmulo do filho. “Eu não assimilei o que aconteceu. Não tive coragem de entrar no quarto dele até agora. Não sei como descrever a sensação de jogar terra sobre o caixão de um filho sabendo que ele não vai mais voltar. A morte de um filho acompanha um pai e uma mãe para o resto da vida”, disse o ex-jogador.
Cafu contou na entrevista que o filho sofria de aterosclerose coronária precoce, o entupimento dos vasos do coração. Ele fazia o tratamento recomendado e tinha uma cirurgia de cateterismo marcada para dois dias depois. O ex-jogador contou que a perda de Danilo significou muito mais que a perda de um filho: “Eu perdi um amigo, perdi um companheiro, um parceiro de viagem. Perdi um amigo de truco, de futebol, um amigo de tomar cerveja”, desabafou.
No dia do falecimento, pai e filho jogavam no mesmo time em uma partida de futebol. “Em um intervalo, ele saiu e eu segui jogando, pois sou fominha. Três minutos depois, notei um tumulto fora do campo. Por curiosidade, fui ver o que estava acontecendo, e deparei com meu filho sofrendo convulsões”, contou. Cafu carregou o filho no colo até o carro e o levou ao hospital com família e amigos. Os médicos tentaram reanimá-lo, mas Danilo não resistiu.
O ex-lateral é casado há 35 anos com Regina Feliciano e tem mais dois filhos: Wellington, de 29 anos, e Michelle, de 27. Hoje, ele faz questão de ser a pilastra da família e de se certificar que está todo mundo bem. “Eu tenho que manter essa postura dentro de casa, mas quando eu estou no trânsito sozinho eu choro, quando estou na sala de cinema sozinho eu choro. É um momento que alivia”, confessou à Veja.










