O ex-baterista do Skank, Haroldo Ferretti, revelou novos detalhes sobre a decisão da banda de se separar. Em entrevista ao podcast “Beyond The Cave Podcast”, publicada no última dia 20, Ferretti afirmou que a escolha partiu do vocalista Samuel Rosa, que buscava “uma carreira nova, solo, com outros parceiros”.
Entre os pormenores, o músico explicou que a ideia do término surgiu durante uma reunião do grupo, e que não foi questionada por nenhum dos integrantes do Skank. “Poderia ter sido qualquer um de nós, mas foi dele”, disse. “A partir do momento que ele tomou essa decisão e trouxe pra banda, ninguém contestou. Obviamente que não”.
Haroldo não escondeu que a mudança foi um baque pessoal, mas disse entender a decisão de Samuel e que o fim da banda trouxe certa libertação. “Quando eu cheguei em casa e falei ‘Ana, o Skank vai acabar, Samuel quer ter uma carreira solo’, achei que ela [esposa de Haroldo] fosse ter uma reação, e ela teve outra tão bacana. Ela falou: ‘Pra onde nós vamos?’ A gente sempre teve uma ‘vontadezinha’ de mudar”, acrescentou.
O Skank se despediu dos palcos em março de 2023, após mais de três décadas de sucesso musical. O encontro de despedida ocorreu para mais de 50 mil pessoas num Mineirão imerso em hits e lágrimas. Apesar da declaração de Haroldo no podcast, não foi só Samuel Rosa quem seguiu carreira solo. Henrique Portugal, Lelo Zaneti e o próprio Haroldo Ferretti também seguiram carreiras paralelas.
‘Dono de mim’
Em junho deste ano, o ex-vocalista do Skank lançou seu primeiro disco solo, batizado “Rosa”. Em entrevista coletiva à época, Samuel contou ao BHAZ como foi o processo de trabalhar em um álbum inteiramente dele após três décadas criando ideias em conjunto. “Eu gosto muito de trabalhar em grupo, acho que as diferenças nos fazem completar uns aos outros”.
“O encontro com os meninos – com o Lelo, com o Haroldo e com o Henrique – foi muito bonito, mas é uma banda, você submete toda e qualquer decisão ao crivo de várias cabeças pensantes, e foi um trabalho incrível, acho que o resultado foi muito satisfatório”.
Samuel Rosa avalia que o fim do ciclo do grupo se juntou à sua atual conjuntura de vida. “Eu acho que esse ciclo foi cumprido, está na hora de eu me resolver comigo mesmo. Me deu vontade de ter mais as rédeas na mão, de ser dono das minhas próprias escolhas e responder por elas”.
“Aquilo que durante 30 anos eu doei – claro que com total retorno, mas doei – assim como os meninos também, agora eu quero virar essa força, esse grande movimento, essa energia que faz a gente caminhar e querer criar. Eu quero seguir com isso, sozinho, respondendo por tudo”, declarou.
Paradoxalmente, Samuel Rosa acabou formando uma outra banda pela necessidade de ter outros músicos construindo o álbum novo junto com ele. “Por sorte, consegui uma banda muito bacana para estar comigo, que divide os arranjos mas não as decisões finais”.
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