A Justiça de Minas Gerais condenou, na noite desta terça-feira(30), Gilmar Pereira Calmos a 20 anos de prisão, em regime fechado, pelo assassinato e pela ocultação do corpo de Magna Laurinda Ferreira Pimentel, de 50 anos. O réu foi sentenciado a 19 anos por homicídio qualificado e um ano por ocultação de cadáver. Ele não poderá recorrer em liberdade e teve a prisão preventiva mantida.
O crime ocorreu em agosto de 2024, no bairro Candelária, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte. Durante o julgamento, Gilmar confessou ter matado Magna e escondido o corpo em uma cisterna. No entanto, afirmou que o homicídio não foi premeditado, diferentemente da tese apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
Ao responder apenas às perguntas da defesa e dos jurados, o réu alegou que matou a vítima após vê-la ameaçando sua mãe, Marluce Pereira dos Santos. Segundo ele, ao tentar intervir, foi atingido por uma xícara de café quente.
Gilmar afirmou que, em seguida, Magna caiu próxima a um balde onde havia uma chave de fenda, pegou o objeto e tentou agredi-lo. Temendo pela própria vida, disse ter reagido com quatro facadas no peito e no pescoço da vítima. Ele também declarou que ocultou o corpo na cisterna por medo e nervosismo.
O condenado negou que o crime tenha sido planejado e afirmou que a mãe e as irmãs não participaram do assassinato. Também disse que desconhecia supostas dívidas da família com a vítima e que pretendia se entregar à Polícia Militar, mas foi abordado por policiais civis antes disso.
Além de Gilmar, o MPMG denunciou Marluce Pereira dos Santos, apontada como mentora do crime, e Paloma Pereira de Jesus e Paola Pereira de Jesus, acusadas de atrair Magna até o local onde ela foi morta.









