O Ministério Público de Milão encaminhou ao Ministério da Justiça o pedido de extradição e o mandado de prisão internacional de Robinho, ex-atacante do Santos e do Atlético. O atleta e um amigo foram condenados a 9 anos de prisão por participarem do estupro coletivo contra um jovem de 23 anos em janeiro de 2013, quando Robinho ainda atuava pelo Milan. As informações são do jornal italiano La Repubblica.
O pedido de extradição de Robson de Souza Santos e Ricardo Falco foi assinado promotora Adriana Blasco. A constituição brasileira, no entanto, não permite a extradição de seus cidadãos. Com o pedido e o mandado de prisão internacional decretado pelas autoridades italianas, o atleta pode ser preso caso decida deixar o país de origem.
A defesa de Robinho, que sempre reiterou a inocência do jogador, diz estar aguardando mais informações sobre a sentença. “Não tenho conhecimento oficial dos pedidos do Ministério Público de Milão, aguardo os motivos do veredicto da Cassação para entender os motivos da sentença”, disse o advogado Franco Moretti.
‘O importante é que a justiça seja feita’
Já o advogado da vítima, Jacopo Gnocchi, comemorou a decisão e espera “que a justiça seja feita até o fim”. “Ficamos sabendo que o Ministério Público de Milão também encaminhou um pedido de extradição às autoridades brasileiras, por meio do Ministério da Justiça. O problema, portanto, passa a ser de natureza diplomática e política”, declarou.
“Minha cliente não se importa se Robinho cumprirá a pena na Itália ou no Brasil: o importante é que a justiça seja feita até o fim e que a sentença, agora definitiva, seja respeitada”, acrescenta ele. O pedido de extradição entrou em andamento no fim de janeiro.
O processo teve início após 12 dias da confirmação da condenação a nove anos de prisão do jogador de futebol e do amigo, dada pela Corte de Cassação – a última instância da Itália (relembre aqui).












