Avião de Marília Mendonça estava a um minuto do pouso no momento da tragédia, diz polícia

marília mendonça
Avião caiu em Piedade do Caratinga no dia 5 de novembro (Corpo de Bombeiros/Divulgação)

A PCMG (Polícia Civil de Minas Gerais) segue investigando as causas do acidente aéreo que vitimou a cantora Marília Mendonça e outras quatro pessoas em Piedade do Caratinga, no interior de Minas, há 20 dias. Em entrevista coletiva realizada na tarde de hoje (25), a instituição disse que o avião estava a cerca de um minuto do pouso quando a tragédia aconteceu.

Segundo o delegado Ivan Salles, que está a frente das investigações, a polícia ouviu um piloto que estava 20 minutos atrás da aeronave comandada por Geraldo Martins de Medeiros, de 56 anos. Os dois teriam se comunicado por rádio minutos antes do acidente e, em nenhum momento, Geraldo se queixou de problemas na aeronave.

“O que chama a atenção é que, em um determinado momento, ele usou uma expressão que os pilotos usam muito aqui, que é que ‘o piloto já estava na perna do vento da 02’. O que significa isso? Que ele já estava em procedimento de pouso”, explica o delegado.

“A estimativa era que o piloto estava a um minuto ou um minuto e meio do pouso quando, infelizmente, parece ter se chocado com a rede de transmissão da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais). Logo depois, o piloto que vinha de Viçosa pousou normalmente”, acrescenta o delegado.

Morte por politraumatismo

Também presente na coletiva, o médico-legista Thales Bittencourt disse que os trabalhos de necropsia das cinco vítimas foram finalizados. Ficou confirmado, após o trabalho da perícia técnica, que a causa da morte de todos os envolvidos no acidente foi um politraumatismo contuso.

“Por segurança, foram coletados materiais para exames complementares no IML (Instituto Médico Legal) de Belo Horizonte. Esses exames investigavam eventuais outras causas que poderiam contribuir com o óbito”, lembra o legista.

“Todos os exames deram negativos para outras enfermidades e confirmaram apenas as lesões traumáticas de todas as vitimas. Os exames de teor alcoólico e toxicológicos também não revelaram nada que possa ter contribuído com o óbito”, garante o médico.

A conclusão do inquérito de investigação da Polícia Civil depende, agora, da finalização da análise conduzida pelo Celipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).

Edição: Giovanna Fávero
Larissa Reis
Larissa Reislarissa.reis@bhaz.com.br

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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