Minas deve imunizar todos os adultos com as duas doses até novembro, diz secretário de Saúde

vacinação em minas
Idosos que tomaram a vacina há mais de seis meses também devem receber a dose de reforço em setembro (Pedro Gontijo/Agência Minas)

Minas Gerais já aplicou mais de 19 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19, segundo o Painel Vacinômetro que monitora a imunização estadual. Ao todo, 19.021.606 vacinas já foram aplicadas, marca alcançada nesta quinta-feira (2). Diante desse avanço, o secretário de Estado de Saúde Fábio Baccheretti espera que até novembro todos os adultos mineiros tenham tomado a segunda dose. 

Entre as pessoas acima de 18 anos, a cobertura vacinal da primeira dose chega a 80,38%. Já a da segunda dose e/ou dose única está em torno de 35,67%. Baccheretti também lembra que boa parte das cidades de Minas Gerais já está vacinando pessoas com 18 anos e destaca que a expectativa é que em setembro sejam imunizados os adolescentes.

“Temos 1,7 milhão de jovens nessa faixa, vamos priorizar a vacinação dos que têm comorbidades, e depois chegamos aos demais”, diz. 

Terceira dose

Além disso, idosos que tomaram a vacina há mais de seis meses também devem receber a dose de reforço em setembro. A Secretaria de Estado de Saúde calcula 300 mil pessoas nessa faixa. Até o momento, o reforço é dado a pacientes com mais de 80 anos e pessoas imunossuprimidas. 

A dose extra aplicada deve ser de um fabricante diferente do que a pessoa tomou. “Para quem se vacinou com CoronaVac, podemos aplicar Pfizer, AstraZeneca ou Janssen”, exemplifica o secretário.

Melhora nos indicadores

Paralelo ao avanço da imunização, a taxa de incidência da doença caiu 10% nos últimos dias no estado. Em relação à ocupação de leitos, em todo o estado 15 pessoas estão na fila para UTI, enquanto outras 95 aguardam vagas para leitos de enfermaria.

Segundo o secretário, com a melhora do cenário da pandemia, muitos municípios estão desmobilizando leitos que estavam exclusivos para UTI Covid-19, e voltando a realizar outros atendimentos, como as cirurgias eletivas. “Estamos observando que não há nenhuma pressão nos leitos de UTI”, disse.

Com a melhora dos indicadores, as macrorregiões do estado se mantêm estáveis no Plano Minas Consciente. Assim, seguem na onda mais flexível do plano as macrorregiões Triângulo do Norte, Nordeste, Leste, Centro, Centro-Sul, Oeste, Sul, Sudeste, Vale do Aço, Jequitinhonha, Norte e Noroeste. Apenas o Triângulo do Sul permanece na onda amarela. 

Com Agência Minas

Edição: Giovanna Fávero
Larissa Reis
Larissa Reislarissa.reis@bhaz.com.br

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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