O mineiro André Lucas da Silva Ribeiro, de 28 anos, preso em flagrante por matar a namorada Raiane Maria Santos, de 21, tem registros policiais, incluindo por violência contra mulheres. O suspeito assassinou a vítima com uma facada no peito, no dia 20 de março, em um condomínio em Goiânia (GO).
Conforme apurou o BHAZ, André já respondeu a inquéritos e processos por crimes de agressão e violência doméstica. Além disso, havia duas medidas protetivas em favor de vítimas diferentes.
Segundo a Polícia Civil de Goiás (PCGO), Raiane e André mantinham um relacionamento e haviam se mudado para a capital goiana há cerca de duas semanas, na companhia de um amigo, para trabalhar.
Em depoimento, a testemunha afirmou que Raiane e André tinham brigas constantes e que, na última sexta-feira (20), houve mais um desentendimento, motivado por ciúmes.
O amigo relatou ainda que ouviu a discussão, mas acreditou se tratar de uma “briga comum”. Conforme a PCGO, em determinado momento, o jovem escutou o barulho de algo caindo e, ao verificar, encontrou a vítima caída no chão, desacordada e com uma mancha de sangue no peito.
A PMGO foi acionada e, ao chegar no local, constatou a morte de Raiane. O suspeito, que estava na casa, confessou o crime e foi preso em flagrante.
Suspeito mandou vídeo para mãe confessando o crime
Antes de ser preso, André gravou um vídeo e enviou à mãe dele. Nas imagens, que circulam pelas redes sociais, o homem alegava que “não estava aguentando mais a Raiane”. “Infelizmente matei ela. Eu não estava aguentando esse inferno”, disse.
Mineira morta pelo namorado é enterrada em Pará de Minas; suspeito enviou áudio assumindo crime para mãe
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— BHAZ (@portal_bhaz) March 23, 2026
Em entrevista à TV Integração, a mãe da vítima, Alessandra Silva, comentou que o relacionamento tinha apenas três meses e se mudou para Goiânia para trabalhar com André. “Eles tinham brigas corriqueiras, muitas vezes por ciúmes”, contou.
Ainda segundo a mulher, ela foi comunicada sobre a morte da filha por meio de uma ligação do Instituto Médico Legal (IML) em Goiás. “Quando cheguei lá, as coisas dela estavam guardadas em mochilas e malas. Acredito que minha filha voltaria para casa”, disse.
Em nota, a Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPO-GO) informou que representou o suspeito em audiência de custódia e não comentará sobre o caso.
“Após a audiência de custódia deverá ser iniciado o processo criminal e será oportunizado prazo para o acusado constituir sua defesa que poderá ser realizada pela Defensoria Pública ou por um profissional particular”, escreveu.










