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Mineiro que matou namorada em Goiás tem registros por violência doméstica

25/03/2026 às 13h08 - Atualizado em 25/03/2026 às 13h35
Mineiro que matou namorada em Goiás tem registros por violência doméstica
Homem matou a namorada em um condomínio em Goiás. (Reprodução/Reprodução)

O mineiro André Lucas da Silva Ribeiro, de 28 anos, preso em flagrante por matar a namorada Raiane Maria Santos, de 21, tem registros policiais, incluindo por violência contra mulheres. O suspeito assassinou a vítima com uma facada no peito, no dia 20 de março, em um condomínio em Goiânia (GO).

Conforme apurou o BHAZ, André já respondeu a inquéritos e processos por crimes de agressão e violência doméstica. Além disso, havia duas medidas protetivas em favor de vítimas diferentes.

Segundo a Polícia Civil de Goiás (PCGO), Raiane e André mantinham um relacionamento e haviam se mudado para a capital goiana há cerca de duas semanas, na companhia de um amigo, para trabalhar.

Em depoimento, a testemunha afirmou que Raiane e André tinham brigas constantes e que, na última sexta-feira (20), houve mais um desentendimento, motivado por ciúmes.

O amigo relatou ainda que ouviu a discussão, mas acreditou se tratar de uma “briga comum”. Conforme a PCGO, em determinado momento, o jovem escutou o barulho de algo caindo e, ao verificar, encontrou a vítima caída no chão, desacordada e com uma mancha de sangue no peito.

A PMGO foi acionada e, ao chegar no local, constatou a morte de Raiane. O suspeito, que estava na casa, confessou o crime e foi preso em flagrante.

Suspeito mandou vídeo para mãe confessando o crime

Antes de ser preso, André gravou um vídeo e enviou à mãe dele. Nas imagens, que circulam pelas redes sociais, o homem alegava que “não estava aguentando mais a Raiane”. “Infelizmente matei ela. Eu não estava aguentando esse inferno”, disse.

Em entrevista à TV Integração, a mãe da vítima, Alessandra Silva, comentou que o relacionamento tinha apenas três meses e se mudou para Goiânia para trabalhar com André. “Eles tinham brigas corriqueiras, muitas vezes por ciúmes”, contou.

Ainda segundo a mulher, ela foi comunicada sobre a morte da filha por meio de uma ligação do Instituto Médico Legal (IML) em Goiás. “Quando cheguei lá, as coisas dela estavam guardadas em mochilas e malas. Acredito que minha filha voltaria para casa”, disse.

Em nota, a Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPO-GO) informou que representou o suspeito em audiência de custódia e não comentará sobre o caso.

“Após a audiência de custódia deverá ser iniciado o processo criminal e será oportunizado prazo para o acusado constituir sua defesa que poderá ser realizada pela Defensoria Pública ou por um profissional particular”, escreveu.

Ana Magalhães

Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Foi estagiária do Jornal Estado de Minas e do programa Agenda da Rede Minas de Televisão. Repórter do BHAZ desde agosto de 2024.
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