A Polícia Civil fechou uma fábrica clandestina de cosméticos falsificados da marca WePink nessa quarta-feira (2) em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo. A operação resultou na prisão em flagrante de 13 pessoas, sendo sete homens e seis mulheres.
O local funcionava em um galpão situado na Rua Porto, no bairro Chácara Cuiabá. Agentes públicos efetuaram as prisões enquanto o grupo produzia as mercadorias ilegais no imóvel.
Alguns dos detidos já haviam sido presos em junho deste ano por falsificarem produtos da mesma marca. Devido a essa reincidência, a polícia solicitou à Justiça a conversão das prisões em flagrante para preventivas para evitar a continuação das atividades.
Estrutura industrial e materiais apreendidos
Os policiais apreenderam 230 caixas de perfumes e body splashes, com 48 unidades em cada embalagem. A estrutura era robusta. Foram confiscadas 14 máquinas de envase e rosqueamento, além de esteiras transportadoras automáticas.
Seis reservatórios industriais com capacidade de mil litros cada foram encontrados no imóvel. Também foram recolhidos mais de 30 baldes com 20 litros de essência cada, 15 celulares e um veículo utilizado na logística.
Os agentes também localizaram pilhas de caixas vazias, rótulos impressos e tampas descartáveis que preenchiam os corredores do imóvel. Materiais de papelão utilizados na confecção de embalagens também foram recolhidos durante a ação.
Investigação e canais de venda dos falsificados
A apuração teve início após a WePink apresentar uma notícia-crime à Polícia Civil. A empresa identificou a venda de cópias em redes sociais e em pontos físicos no centro de São Paulo.
Um dos pontos de distribuição era a Feira da Madrugada, localizada no Brás. Essa operação policial permitiu mapear a logística dos distribuidores e localizar o endereço exato do galpão clandestino na região metropolitana.

















