William Bonner participou do podcast “Cá Entre Nós”, apresentado por sua ex-mulher, Fátima Bernardes, e pela filha do casal, Beatriz Bonemer. Na conversa, o jornalista, que deixou a bancada do Jornal Nacional e hoje apresenta o Globo Repórter, exibido uma vez por semana, nas noites de sexta-feira, contou como ficou sua rotina depois da mudança e fez revelações sobre uma paixão antiga: os carros antigos.
A nova rotina: da serra às reuniões online
Questionado sobre o que passou a fazer hoje que não fazia antes, com mais tempo livre na vida, Bonner descreveu um dia típico de segunda-feira. “Eu pego o meu carro numa segunda-feira, subo a serra, vou até a casa de campo que eu tenho. Eu tenho lá uma garagem com meus carrinhos velhinhos, eu pego um carrinho velhinho, vou dar uma volta na estrada”, conta.
Ele detalha a rotina na propriedade: “Pego meus carrinhos antigos, lindos, maravilhosos. Dou uma volta com um, volto para casa. Tiro uma poeira dele, pego, dou uma volta com outro e aí quando eu olho, ih, não almocei. Aí eu vou até o centrinho lá do distrito, como lá um bifinho com alguma coisa, volto pra minha casa, olho, tá tudo em ordem, pego o meu carro, faço uma reunião online na segunda-feira do Globo Repórter, aliás, duas reuniões online. Quando termino a segunda reunião online, eu desço a serra e vou jantar em casa.”
“Me sinto um dinossauro”
Ao ser questionado se não gostaria de dar um passo a mais na carreira e apresentar o Auto Esporte, matinal de domingo na Globo, Bonner aproveitou para fazer uma confissão sobre sua relação com os automóveis atuais.
“Eu me sinto meio um dinossauro agora em relação aos automóveis, porque eu gosto do barulho do motor a combustão, sabe? E eu tô muito fora de moda porque aí agora os carros são híbridos ou são elétricos e tal. E eu não gosto de expor isso como eu tô fazendo aqui agora, quase que de forma a expor esse meu defeito, mas eu gosto, eu gosto daquele cheirinho, gosto de cheirinho da gasolina, eu gosto”, diz.
Comprador, vendedor e negociador
Na sequência, quando sugerido que ele não seria apresentador de Auto Esporte, mas sim um bom vendedor de carros, Bonner confirmou que já vive essa realidade. “Isso eu já sou ao longo de um ano! Se você pegar a planilha que eu tenho de compra e venda de automóveis, que eu preciso ir atualizando a cada movimento, porque a minha coleção não é uma coleção estática, ela é altamente dinâmica. Hoje eu tenho uma coleção, daqui a 3 meses ela vai estar diferente”, detalha o jornalista.
Diante da observação de que ele parece gostar mais de negociar do que propriamente de ter os carros, o jornalista relacionou o gosto pela negociação à própria ascendência. “Gosto, gosto, mas eu sou descendente de libanês, tem também uma coisa da negociação. ‘Ah, vamos dro, primo, vamos drogar um carro.’ Aí eu tenho um carro, esse carrinho aí, droga um carro por outro, bota uma diferença de dinheiro. É assim que funciona.”
Questionado se não perde dinheiro nessas trocas, foi direto: “Claro que perde.” E completou: “Muito dinheiro! Óbvio que perde. Quanto mais antigo o carro, menos você tende a perder. Se você tiver negociando carros antigos com pessoas que gostam de carros antigos. Carro antigo não deprecia. O problema maior é carro contemporâneo. Se você tem um carro hoje para seu uso e aí você ficar trocando ele a toda hora, obviamente você vai perder dinheiro, porque esses se depreciam, entendeu?”
O encontro com o sogro
O papo também passou pela vida em família. Ao ser lembrado de que seu pai tem fama de ser muito sério, e que isso teria deixado Caio, companheiro de Beatriz e piloto de profissão, apavorado ao ser apresentado a ele, Bonner relatou o episódio com bom humor.
“Ele é piloto, né? E aí ele já tinha várias histórias que ele ia contar pro meu pai, porque é tipo, é um assunto que ele domina, né? Aí meu pai: ‘Eu sei, eu entrevistei não sei quem, não sei quem, não sei quem’. Ele sabia de mais detalhes do que o Caio”, conta Beatriz, arrancando risos. “Ah, tá… é isso aí que eu ia falar. Era exatamente o que eu ia contar para você, pô.”

















