Um homem armado com uma faca invadiu o Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) São Braz, em Curitiba (PR), na tarde desta sexta-feira (9), e mantém crianças e funcionárias como reféns. Segundo a prefeitura, ele pulou o muro da unidade e prendeu as crianças em uma sala. A creche fica na Rua Genauro Ferreira de Almeida, no bairro São Braz, ao lado de uma escola de ensino fundamental.
O Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) assumiu a ocorrência e negocia com o invasor. De acordo com o capitão João Roberto Galeto Alves, do Bope, o homem está em uma sala com cerca de 20 crianças. O próprio oficial ressaltou que a contagem ainda era preliminar.
Número de reféns ainda é incerto
As estimativas variam. A Band fala em 20 a 25 pessoas, entre crianças, professores e funcionários. Outro levantamento preliminar aponta 13 crianças, de 3 e 4 anos, e duas professoras. Até a última atualização, as autoridades não haviam divulgado um número oficial. Também não havia confirmação oficial de feridos nem da identidade do invasor.
Moradores relataram que o homem carregaria também uma garrafa de álcool. A Polícia Militar, porém, ainda não confirmou que tipo de arma ele porta.
Bilhete com ameaças
Segundo as primeiras informações, a invasão teria sido planejada, e o homem levou um bilhete escrito à mão pedindo a presença de policiais e da imprensa. O secretário de Segurança Pública do Paraná confirmou à Band a autenticidade da carta, que contém ameaças contra professores e alunos.
Evacuação e cerco
A tenente Letícia, da PM, disse em coletiva que uma equipe da Rádio Patrulha fez a primeira intervenção e acionou o Bope. Quando o homem entrou, muitos professores, funcionários, crianças e pais conseguiram fugir. Os alunos da escola particular vizinha também foram retirados em segurança.
Corpo de Bombeiros e um helicóptero dão apoio à operação, e as ruas próximas estão cercadas por viaturas. A orientação é evitar a região da Rua Genauro Ferreira de Almeida.
Prefeitura acolhe famílias
A Secretaria Municipal da Educação informou que acompanha o caso desde o início e mobilizou equipes com atendimento psicológico para crianças, profissionais e famílias. Parentes dos alunos reclamaram da falta de informações no local.
A motivação do ataque ainda é investigada.

















