Uma estrutura metálica de aproximadamente 3,35 metros de diâmetro foi localizada em uma plantação de milho na região de Scott Township, no estado de Minnesota, Estados Unidos. A descoberta ocorreu na última quarta-feira (14), após o escritório do xerife local receber um chamado por volta das 15h30 relatando a presença de destroços desconhecidos na área rural.
Agentes do Gabinete do Xerife do Condado de Stevens confirmaram que a peça possui dimensões expressivas e características compatíveis com material proveniente do espaço. O local foi isolado para preservar vestígios e evitar a contaminação da cena.
Fazendeiros locais estimam que o objeto permaneceu no campo por pelo menos seis semanas antes de ser avistado. Essa análise baseia-se no tamanho do milho que cresceu por baixo da estrutura metálica durante esse período.
A principal suspeita: Foguete chinês Zhuque-2E
Especialistas em astronomia e autoridades investigam a ligação do material com o foguete chinês Zhuque-2E, lançado em 15 de setembro no noroeste da China. O estágio superior deste veículo possui exatamente 3,35 metros de diâmetro, medida idêntica à da peça encontrada em Minnesota.
Relatos de testemunhas reforçam a hipótese. Na noite do lançamento, moradores de Minnesota e Kansas descreveram a visão de bolas de fogo iluminando o céu do Meio-Oeste americano. A trajetória e o horário desses fenômenos são compatíveis com a reentrada do foguete na atmosfera terrestre.
Missão Qianfan e a finalidade do lançamento
O lançamento ocorrido no deserto de Gobi tinha como objetivo colocar dez satélites em órbita para a constelação Qianfan. Este projeto chinês busca oferecer serviços de internet via satélite, funcionando de forma semelhante à constelação Starlink da empresa SpaceX.
A missão teve uma duração total entre 75 e 80 minutos. Durante seu percurso, o veículo atravessou territórios da Antártida e dos Estados Unidos antes de completar a operação.
Segurança e responsabilidade internacional
As autoridades locais descartaram a existência de perigo para a população residente na área. A estrutura não emite radiação nem apresenta vazamentos de substâncias nocivas.
Juridicamente, tratados internacionais determinam que o país responsável pelo lançamento deve arcar com danos causados por destroços, mesmo em missões privadas. No entanto, a LandScape, empresa proprietária da família de foguetes Zhuque, ainda não reconheceu a procedência do fragmento.

















