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BH recebe Festival ChoradaRia que une choro e palhaçaria

30/03/2026 às 18h23
BH recebe Festival ChoradaRia que une choro e palhaçaria
Evento segue até 23 de abril. (Thais Andressa/Reprodução)

Belo Horizonte recebe a 1ª edição do Festival ChoradaRia – O Encontro do Choro com Riso, que traz para praças e centros culturais da cidade rodas de choro, espetáculos de palhaçaria, oficinas e mostras abertas ao público. O evento é gratuito e segue até 23 de abril.

O festival reúne seis shows de choro, seis espetáculos, três oficinas formativas e duas mostras. Segundo a Cia Caxangá, organizadora do evento, a proposta é aproximar duas linguagens profundamente brasileiras: a musicalidade do choro e a poesia da palhaçaria.

O evento ainda homenageia a artista Mari Carvalho, a palhaça Esmeralda, pandeirista e fundadora Cia Caxangá, que morreu em 2023. Com isso, realizar o ChoradaRia cumpre a promessa de manter viva a força criativa de quem acredita no encontro entre a música e comicidade.

“A ideia do festival surgiu durante o Encontro Cultural de Milho Verde, em 2015. Numa noite estrelada, pisando o chão de terra, a Mari me disse: ‘e se a gente fizesse um encontro do choro com o riso? ChoradaRia!’. A ideia já nasceu com nome e tudo”, relembra Lori Moreira, atriz, palhaça e coordenadora geral do festival.

Encontro e linguagens

O conceito do Festival ChoradaRia parte da afinidade entre o choro e a palhaçaria. Ambas as linguagens ocorrem na roda, no encontro e na escuta. Além disso, o choro, surgido no século XIX, mistura virtuosismo técnico e improviso coletivo e evoca alegria, nostalgia e saudade. A palhaçaria, com sua comicidade física e jogo direto com o público, também vive do risco e da presença.

O festival assume essa afinidade e propõe uma experiência intergeracional. “O choro costuma ser muito acessado por pessoas mais velhas, que trazem a memória afetiva desse repertório. A palhaçaria tem forte apelo com o público infantil e jovem. Ao reunir essas duas forças, a praça vira território de convivência real. Queremos que quem venha pelo riso descubra a riqueza do choro. E que quem venha pela música se permita rir”, afirmou Lori.

A curadoria, assinada por diferentes artistas, prioriza a presença feminina nos grupos. A seleção dos artistas ocorreu por convocatória aberta, ampliando a participação de músicos e coletivos da cena mineira.

Programação

  • 7 a 9 de abril
     Oficina Música, improvisação e palhaçaria – Álvaro Lages
     Local: Centro Cultural Usina de Cultura – Ipiranga
  • 10 de abril
     Mostra da oficina Música, improvisação e palhaçaria
     Local: Centro Cultural Usina de Cultura – Ipiranga
  • 11 de abril
    16h – Chorando de rir – Cricri e Perém Pempém
     17h30 – Roda de Choro Pipocando – O Imprevisto
     Local: Praça Manoel Batista Bahia – Mantiqueira
  • 14 a 17 de abril
     Oficina Reprise – Gags Clássicas – Lori Moreira e Ricardo Ikier
     Local: Centro Cultural Usina de Cultura – Ipiranga
  • 15 a 17 de abril
     Oficina de Choro – Marcelo Chiaretti
     Local: Funarte MG – Centro
  • 18 de abril – às 17h
     Cabaré do Choro ao Riso
     Local: Praça Duque de Caxias – Santa Tereza
  • 19 de abril
     16h – Girô – Marisa Riso
     17h30 –  Roda de Choro da UEMG/ESMU – Grupo de Choro da UEMG/ESMU
     Local: Praça Pisa na Fulô – Carlos Prates
  • 23 de abril – quinta-feira (encerramento – Dia Nacional do Choro)
     19h – ParaChicos – Grupo Maria Cutia 
    20h30 – Roda de Choro Alma Feminina – Choronas (SP)
    Local: Praça Floriano Peixoto – Santa Efigênia

Anota aí!

Data: até 23 de abril
Locais: praças e centros culturais de BH
Atividades gratuitas
Mais informações em ciacaxanga.com.br

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Classificação etária: Livre
Entrada: Gratuita

Ana Magalhães

Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Foi estagiária do Jornal Estado de Minas e do programa Agenda da Rede Minas de Televisão. Repórter do BHAZ desde agosto de 2024.
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