O Café Cultura Bar foi cenário do 7° episódio do Pesadelo na Cozinha, do chef Érick Jacquin. O programa funciona como uma consultoria especial para estabelecimentos que passam por uma fase ruim. O episódio, gravado em janeiro na capital mineira, foi exibido na tela da Band nesta semana e também está disponível no streaming da HBO. No caso do café e bar de Belo Horizonte, a situação era considerada insustentável. Jacquin chegou a dizer que nunca viu nada parecido na vida e que as cozinheiras “não se respeitam e não se amam” por aceitar trabalhar naquelas condições.
O BHAZ listou cinco pontos críticos observados por Érick Jacquin que tiveram que mudar após o programa:
1) Muita sujeira
Um restaurante que “fede, é sujo e horrível”, foi com essas palavras que o Chef Érick Jacquin definiu o que viu. Baratas foram vistas andando pelos cantos da cozinha do estabelecimento. Crostas de gordura foram observadas no fogão, em uma grade próxima do exaustor, no forno e até em um ventilador.
No chão, próximo ao botijão de gás e atrás do fogão, foi possível ver uma mistura de água e gordura líquida. Panelas sujas eram guardadas em meio às outras que estavam em utilização. Uma delas, de pressão, foi alvo do olhar certeiro de Jacquin, que questionou a condição do equipamento e optou por jogá-lo no lixo.
2) Passagem dos alimentos
Os pratos prontos para serem servidos eram entregues pela cozinha ao salão do estabelecimento por uma passagem aberta em uma parede, que ficava praticamente no chão. Uma funcionária responsável por fazer a conexão entre os pedidos e os garçons precisava se ajoelhar no chão para executar a tarefa. “
Do lado de fora, os clientes não tinham ideia da gravidade do problema.
Ao questionar esse problema, o chefe ouviu do proprietário que o problema é provocado pelo desnível entre as duas partes do imóvel. Uma funcionária disse que, apesar da condição, o local era limpo todos os dias.
Veja também
Na nova configuração da loja, um sistema que funciona como um elevador é utilizado, evitando que os pratos passem na altura dos pés dos funcionários.
3) Cardápio e comida ruins
O cardápio era um dos maiores problemas do estabelecimento. Clientes entrevistados pelo programa relataram que a comida estava fria e alguns pratos, como um frango assado, estavam muito salgados e mal cozidos, como o caso de uma porção de mandioca. De forma geral, Jacquin considerou o cardápio confuso, repleto de opções que a casa não conseguia entregar e sem identidade.
No novo Café Cultura Bar, um dos pratos inclusos foi o omelete do chefe. Jacquin ensinou as cozinheiras as técnicas para produção do prato. Além disso, o almoço ganhou opções como canjiquinha mineira, costelinha de porco servida com purê de mandioca, peixe na telha e vaca atolada. Já para quem prefere os petiscos, pratos como bolinho de carne moída, típico dos bares de BH, caldo de mandioca e caldo de feijão e pastel de angu passaram a integrar o menu.
Opções de brunch também foram incluídas, como fatias de broa de fubá com cobertura de goiaba. “A estufa tem que ficar sempre cheia, porque a comida chama gente”, disse Jacquin.
4) Organização da cozinha
Panelas velhas, encardidas e profissionais perdidos em meio a tantos pedidos. Érick Jacquin chegou a se irritar com a falta de organização na cozinha do Café Cultura Bar. Na medida em que os pedidos chegavam, se misturavam e a ordem deles era perdida. A situação piorava em função do calor extremo enfrentado pelas profissionais, já que a coifa também não funcionava. Por vezes, os clientes percebiam o caos, pois esperavam mais do que o esperado por um prato. Além disso, parte da comida já pronta ficava acondicionada em locais pouco estratégicos da cozinha e acabava esfriando antes mesmo de ser servida.
5) Instalações e layout da loja
A reforma feita pelo reality show focou, principalmente, no layout da loja. Durante o episódio, Jacquin disse algumas vezes que o café e bar tinham aspecto de sujo e velho. Além disso, a parte elétrica trazia riscos à integridade do local, aos clientes e funcionários. Em depoimentos dados por eles à produção do programa, foram relatados choques elétricos ao manusear os interruptores da loja. Com a reforma, as instalações foram refeitas e o estabelecimento recebeu nova decoração e pintura nas partes interna e externa.
A pintura do casarão histórico, que é tombado, gerou polemica, pois foi feita sem o consentimento dos órgãos de preservação do patrimônio.









