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CBTU consegue liminar para o funcionamento do metrô nos horários de pico durante a greve

18/03/2022 às 15h16
metrô bh
Caso os metroviários não cumpram a decisão judicial, poderão pagar uma multa diária no valor de R$30 mil (Amanda Dias/BHAZ)

A CBTU Belo Horizonte (Companhia Brasileira de Trens Urbanos) conseguiu, nessa quinta-feira (17), uma liminar que exige que os metroviários de Belo Horizonte cumpram uma escala mínima de viagens durante a greve marcada para a próxima segunda-feira (21). Com a decisão judicial, o metrô de Belo Horizonte deverá operar das 5h30 às 10h e das 16h30 às 20h e também nos horários de pico.

A paralisação foi definida após uma assembleia geral realizada pela categoria na quarta-feira (16). Na ocasião, os metroviários estipularam o horário das 10h às 17h para atendimento à população. Ou seja, a circulação ficaria paralisada nos horários de pico.

A decisão judicial emitida nessa quinta-feira prevê que 100% dos trens operem no intervalo dos horários mencionados. Caso os metroviários não a cumpram, poderão pagar uma multa diária no valor de R$30 mil.

‘Modelagem da privatização está pronta’

De acordo com o diretor jurídico do Sindimetro-MG (Sindicato dos Metroviários de Minas Gerais), Robson Gonçalves, os trabalhadores metroviários entrarão em nova greve às 0h da próxima segunda-feira. Logo que a paralisação foi comunicada, a CBTU disse já ter se antecipado “à tomada das medidas administrativas e judicias cabíveis na tentativa de garantir a continuidade e qualidade na prestação dos serviços públicos” (veja aqui).

Robson explica que a razão da movimentação para a greve do metrô em BH são os resultados da reunião com os representantes do governo federal, da última terça-feira (15), que deu uma resposta oficial sobre a situação dos trens em face à privatização da CBTU (veja aqui).

“Eles reforçaram que a modelagem da privatização está pronta. Depois de 12 meses, todos os trabalhadores estarão sujeitos à demissão. A gente sabe que, assim que uma nova organização assumir, vai reduzir os salários e demitir o pessoal, o que é muito preocupante”, observa.

O diretor revela ainda que o governo federal rejeitou todas as alternativas apresentadas pelo Sindimetro-MG. “Sugerimos, por exemplo, que o servidor tenha a chance de pedir transferência para outra unidade da CBTU. Mas não aceitaram, falaram que a modelagem está pronta”, concluiu.

Editado por: Roberth R Costa

Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2021. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.
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