TikTok
Youtube
X (Twitter)
Instagram
Facebook
Whatsapp

Edifício JK: Após cobrar condomínio em dinheiro, administração volta com boletos e pede desculpas

17/10/2024 às 17h25
Avisos foram fixados nas áreas comuns dos prédios (Moisés Santos/BHAZ + Imagens enviadas ao BHAZ)

A administração do Conjunto Governador Kubitschek, conhecido como Edifício JK, localizado no bairro Santo Agostinho, região Centro-Sul de Belo Horizonte, voltou a receber as taxas de condomínio por boleto após a cobrança em dinheiro gerar polêmica com os moradores dos imóveis. Ao BHAZ, condôminos relataram que avisos sobre a forma de pagamento foram afixados nas áreas comuns hoje.

“Prezados condôminos, o condomínio do Conjunto Kubitschek informa que os boletos referentes à taxa condominial estão regularizados e serão disponibilizados na portaria para retirada. Pedimos desculpas a todos pelos transtornos e agradecemos a compreensão”, informa o comunicado.

Ainda de acordo com os moradores, a gestão não chegou a informar o motivo dos pagamentos em dinheiro, nem a razão para a volta dos boletos.

Procurada pelo BHAZ, a administração do JK disse que o caso é de esfera “interna e administrativa, e não para publicidade ou jornais”.

No início deste mês, moradores do Edifício JK foram surpreendidos com a mudança, que foi comunicada por meio dos porteiros dos prédios. Os valores deveriam ser quitados diretamente na secretaria do prédio em dinheiro. A novidade não foi bem recebida pelos moradores, que criticam a falta de transparência da gestão do edifício. 

“Moro há muitos anos no condomínio JK e fico impressionado com a falta de transparência da administração, sobretudo, da síndica e do gerente. É gritante a aversão de ambos aos questionamentos, a irritabilidade com qualquer um que pede justificativas, por exemplo, de atitudes como essa do pagamento somente em dinheiro e no balcão da administração”, comenta um morador que preferiu não se identificar.

Conjunto não tem alvará dos Bombeiros

A Justiça de Minas Gerais deu 60 dias para que os responsáveis pelo Condomínio JK, um dos mais icônicos de Belo Horizonte, elaborem um projeto de combate a incêndio e pânico. No momento, o conjunto com cerca de cinco mil moradores funciona sem alvará do Corpo de Bombeiros.

A decisão, proferida em setembro, atende a um pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Na ação movida em agosto deste ano, o promotor Fabricio Costa Lopo ressalta que “apesar do valor cultural, o Conjunto não possui o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros – AVCB ou mesmo Projeto de Prevenção contra Incêndio e Pânico aprovado pelo Corpo de Bombeiros e tampouco um Sistema de Proteção contra Incêndio e Pânico instalado e eficiente, o que inegavelmente, demonstra o descaso com que o patrimônio tombado vem sendo tratado e risco à vida das 5.000 pessoas que ali habitam”.

O inquérito do MP foi instaurado após o Corpo de Bombeiros procurar a instituição em maio de 2023, ressaltando que “apesar de já ter realizado 07 (sete) vistorias de fiscalização, que resultaram na aplicação de todas as sanções administrativas previstas, até o momento não houve a conclusão do processo regulatório da edificação junto à corporação”.

O AVCB, documento que o condomínio ainda não havia apresentado, certifica que na edificação todas as medidas de segurança previstas em norma foram devidamente instaladas.

Edifício JK

O projeto do arquiteto Oscar Niemeyer foi feito em 1952. A obra, executada com recursos doados pelo então governador Juscelino Kubitschek, foi liderada pelo empresário Joaquim Rolla. O Conjunto JK só começou a ser habitado em 1970

Localizado na região Centro-Sul de Belo Horizonte, colado à Praça Raul Soares, o condomínio tem cerca de 5 mil moradores em 1.100 apartamentos, dois blocos e 36 andares. Uma cidade vertical, com visual inconfundível e população maior do que a de várias cidades brasileiras.

E em abril de 2022, o Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte aprovou, por unanimidade, o tombamento definitivo do Conjunto Habitacional Governador Juscelino Kubitschek.

Com isso, os proprietários do Edifício JK ganharam uma série de benefícios. Os principais são a isenção de IPTU, o acesso às Leis de Incentivo à Cultura para inscrição de projetos de recuperação dos imóveis, além da transferência do direito de construir. Ela dá o direito de alienar ou de exercer, em outro local, o potencial construtivo do lote.

Isabella Guasti

Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2021. Participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022 e também de reportagem premiada pelo Sebrae Minas em 2023. Vencedora do prêmio CDL/BH de jornalismo 2024.
InstagramLinkedIn

Isabella Guasti

Email: isabella.guasti@bhaz.com.br

Jornalista

InstagramLinkedIn

Mais lidas do dia

Resultado da Lotofácil da Independência: veja os números sorteados e saiba se você levou R$ 300 milhões

lotofácil da independência

Vídeo mostra ataque de abelhas a uma aluna em escola de Ibirité, na Grande BH

Criança é atacada por exame de abelhas na porta de escola em Ibirité

Professores das escolas particulares da Grande BH entram em greve por tempo indeterminado

Apostas de BH, Contagem e Betim cravam Lotofácil da Independência e levam R$ 4,4 milhões cada

BH Contagem Betim Lotofácil da Independência

‘Pensei nas minhas filhas’, diz motociclista que resgatou menina de ataque de abelhas em escola de Ibirité

Motoqueiro que resgatou criança de ataque de abelhas em Ibirité diz que pensou nas próprias filhas

Leia mais

Acompanhe com o BHAZ

Siga o BHAZ nas redes sociais

TikTok
YouTube
X (Twitter)
Instagram
Facebook
Whatsapp
Logo BHAZ