Moradores do Conjunto Governador Kubitschek, conhecido como Edifício JK, localizado no bairro Santo Agostinho, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, denunciam uma mudança abrupta nas formas de pagamento dos condomínios do imóvel, que agora só poderão ser feitos em dinheiro. Ao BHAZ, condôminos relataram que a mudança já começa no mês de outubro.
Segundo moradores, o pagamento do condomínio era feito mensalmente por meio de boletos, que eram retirados na portaria do prédio. Dessa vez, no entanto, eles foram surpreendidos ao serem informados que o valor deve ser quitado diretamente na secretaria do prédio em dinheiro e que nenhuma outra forma de pagamento será aceita.
A novidade não foi bem recebida pelos moradores, que criticam a falta de transparência da gestão do edifício. “Moro há muitos anos no condomínio JK e fico impressionado com a falta de transparência da administração, sobretudo, da síndica e do gerente. É gritante a aversão de ambos aos questionamentos, a irritabilidade com qualquer um que pede justificativas, por exemplo, de atitudes como essa do pagamento somente em dinheiro e no balcão da administração”, comenta um morador que preferiu não se identificar.
Ainda de acordo com o condômino, nenhum dos moradores recebeu um comunicado oficial informando sobre a mudança nas formas de pagamento. A informação foi repassada verbalmente pelos porteiros que ficam “proibidos de prestar qualquer esclarecimento”. Por outro lado, os administradores se recusariam a manter o diálogo.
Aumento no condomínio
Outra incoerência apontada é o valor da taxa do condomínio, que, mesmo sofrendo reajuste no ano passado, teve novo aumento em 2024. A justificativa seria o crescimento de despesas gerais como Copasa, Cemig e manutenção dos prédios. Em documento ao qual o BHAZ teve acesso, a síndica Maria Lima das Graças determina o reajuste de 12% no período de outubro a dezembro de 2024. A partir de janeiro de 2025, o aumento cai para 10%.
“E ai de qualquer morador que questionar. A síndica e o gerente ficam totalmente irritados. A síndica tem postura totalmente ditatorial, trata os moradores como se fossem seus empregados quando, na verdade, ela é a funcionária do condomínio, logo, de todos nós moradores”, aponta.
“As contas do condomínio são uma caixa-preta. Quando divulgam algo é, claramente, maquiado e vago. Existe uma obra que nunca termina e onera muito o valor, que já é absurdo, do condomínio. Temos todos os dias problemas com os poucos elevadores que funcionam, já que a justificativa para não ligar todos sempre foi contenção de despesas. Qual a justificativa?”, finaliza o condômino.
O BHAZ tentou contato com a gestão do condomínio, mas não obteve resposta.












