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Após Edifício JK cobrar condomínio em dinheiro, morador paga taxa em moedas de R$ 1

07/10/2024 às 19h05
Morador paga taxa de condomínio com moedas de R$1 (Reprodução Redes Sociais)

Mais um episódio entra para a novela de polêmicas envolvendo a gestão do Edifício JK, localizado no bairro Santo Agostinho, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. Dessa vez, um condômino resolveu pagar o valor integral da taxa de condomínio em moedas de R$ 1. O incidente ocorreu nesta segunda-feira (7), uma semana depois que a administração do condomínio passou a cobrar os pagamentos em dinheiro.

De acordo com testemunhas, o homem chegou para fazer o pagamento na secretaria do edifício, mas a administração se recusou a receber. A situação escalou para uma discussão e a Polícia Militar foi acionada. Somente após a chegada da PM, os gestores aceitaram a quantia.

A novidade no formato dos pagamentos surpreendeu moradores no início deste mês. Segundo relatos de condôminos, ninguém recebeu um comunicado oficial informando sobre a mudança nas formas de pagamento. A informação foi repassada verbalmente pelos porteiros.

“Moro há muitos anos no condomínio JK e fico impressionado com a falta de transparência da administração, sobretudo, da síndica e do gerente. É gritante a aversão de ambos aos questionamentos, a irritabilidade com qualquer um que pede justificativas, por exemplo, de atitudes como essa do pagamento somente em dinheiro e no balcão da administração”, comenta um morador que preferiu não se identificar.

Aumento no condomínio

Outra incoerência apontada é o valor da taxa do condomínio, que, mesmo sofrendo reajuste no ano passado, teve novo aumento em 2024. A justificativa seria o crescimento de despesas gerais como Copasa, Cemig e manutenção dos prédios. Em documento ao qual o BHAZ teve acesso, a síndica Maria Lima das Graças determina o reajuste de 12% no período de outubro a dezembro de 2024. A partir de janeiro de 2025, o aumento cai para 10%.

“E ai de qualquer morador que questionar. A síndica e o gerente ficam totalmente irritados. A síndica tem postura totalmente ditatorial, trata os moradores como se fossem seus empregados quando, na verdade, ela é a funcionária do condomínio, logo, de todos nós moradores”, aponta.

“As contas do condomínio são uma caixa-preta. Quando divulgam algo é, claramente, maquiado e vago. Existe uma obra que nunca termina e onera muito o valor, que já é absurdo, do condomínio. Temos todos os dias problemas com os poucos elevadores que funcionam, já que a justificativa para não ligar todos sempre foi contenção de despesas. Qual a justificativa?”, finaliza o condômino.

BHAZ tentou contato com a gestão do condomínio, mas não obteve resposta.

Isabella Guasti

Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2021. Participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022 e também de reportagem premiada pelo Sebrae Minas em 2023. Vencedora do prêmio CDL/BH de jornalismo 2024.
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