Guilherme de Pádua Thomaz, assassino da atriz Daniela Perez, teve uma vida recheada de polêmicas e exerceu profissões de campos bem distintos entre si.
O ex-ator já foi stripper, ator pornô gay, galã de novela da Globo e, por fim, pastor. Nos últimos anos, virou bolsonarista ferrenho. Pádua morreu ontem (6) após um infarto.
Natural de Belo Horizonte, ele nasceu em 1969 e foi para o Rio de Janeiro nos anos 1980, com a finalidade de tentar uma carreira artística.
Quando matou Daniela Perez, ele era par romântico da atriz na novela “De Corpo e Alma”, da autora Gloria Perez, mãe da artista.
No documentário “Pacto Brutal”, Glória disse que ele foi escalado por um acaso. Inicialmente, o papel seria de Alexandre Frota, que não conseguiu atuar na novela por conta de outros compromissos.
Anteriormente, Pádua havia atuado somente em “Mico Preto”, novela das 19h em 1990.
Pornô gay, pastor e bolsonarista
Ainda na década de 1990, Guilherme de Pádua interpretou um garoto de programa em “Via Appia”, um filme erótico da Alemanha, que se passava no universo das saunas de prostituição masculinas em Copacabana, no Rio.
O ex-ator ainda participou de shows de strip-tease na Galeria Alaska, famoso point gay na Zona Sul carioca. O show terminava com todos os rapazes totalmente nus.
Após sair da prisão, Guilherme virou pastor na Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte, há cinco anos. Ele criou um canal no YouTube contando sobre sua conversão religiosa.
O assassino confesso também era apoiador do presidente derrotado Jair Bolsonaro (PL). Nas redes sociais, ele postava fotos em atos pró-Bolsonaro, além de fazer campanha para o político. Neste ano, se envolveu em uma polêmica de um suposto almoço que teria tido com o presidente, que negou.










