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Motorista de BMW que atropelou e matou manicure na Raja Gabaglia responderá em liberdade

02/03/2022 às 20h09
Atropelamento na Raja Gabaglia
Mulher foi atropelada na avenida Raja Gabaglia enquanto saía de uma festa (Asafe Alcântara/BHAZ + Polícia Militar/Divulgação)

A Justiça concedeu, nesta quarta-feira (2), liberdade provisória ao motorista embriagado que atropelou e matou uma manicure na madrugada da última segunda-feira (28), na avenida Raja Gabaglia, em Belo Horizonte. Em decisão assinada pelo juiz Marcelo Augusto Lucas Pereira, o advogado que conduzia uma BMW foi condenado a pagar uma fiança no valor de dez salários mínimos – o equivalente a R$12.120.

Ele também teve a habilitação suspensa por 90 dias e não poderá sair de Belo Horizonte no prazo de um mês. Na decisão, o juiz argumenta que o crime não se configura de natureza dolosa, ou seja, o motorista não teve a intenção de tirar a vida da vítima.

“O enquadramento penal conferido pela autoridade policial, de crime na modalidade culposa, não autoriza a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, por mais grave que se considere a conduta em tese cometida”, diz o texto.

A decisão ainda ressalta que o autor “é advogado, conduzia um automóvel BMW e é residente em bairro nobre desta capital, situado na Zona Sul, o que evidencia a sua plena capacidade de pagar fiança”.

Relembre

Na última segunda-feira (28), o advogado de 24 anos foi preso suspeito de atropelar e matar uma mulher de 35, na avenida Raja Gabaglia, bairro Cidade Jardim, região Centro-Sul de Belo Horizonte. A vítima estava saindo de uma festa quando foi atropelada por uma BMW. O suspeito fugiu sem prestar socorro e estava embriagado (veja aqui).

De acordo com o subtenente Ricardo Câmara, da Polícia Militar, a mulher identificada como Cássia Gomes Chaves estava com uma colega quando foi atingida pelo carro. Ela não resistiu aos ferimentos e o médico do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) constatou o óbito ainda no local.

Minutos depois, o suspeito foi até a base da PM na praça Diogo Vasconcelos, na Savassi. Lá, ele tentou registrar ocorrência de dano, alegando que teria brigado com um flanelinha, mas a história não convenceu os militares.

O advogado foi submetido ao teste do bafômetro, que constatou 0,56 mg/l, o que configura crime de trânsito. Ele foi preso e encaminhado ao Detran (Departamento de Trânsito).

Editado por: Giovanna Fávero

Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2021. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.
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Email: [email protected]

Graduada em jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2021. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.
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