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Jornalista russa que fez ato contra guerra ao vivo pode pegar 15 anos de prisão

23/03/2022 às 12h06
Guerra entre Ucrânia e Russa completará 1 mês essa semana
Guerra entre Ucrânia e Russa completará 1 mês essa semana (Reprodução/@maxseddon/Twitter)

A jornalist, Marina Ovsyannikova, que invadiu um telejornal russo para deixar uma mensagem contra a guerra na Ucránia, no último dia 14, pode ser condenada até 15 anos de prisão por “espalhar informações falsas” sobre o confronto armado inciado pela Rússia. Marina terá que pagar 30 mil rublos de multa, aproximadamente R$1,3 mil, por ter realizado a manifestação ilegal.

De acordo com a CBS News, a jornalista possui o risco de ser sentenciada à prisão, por causa da nova lei russa que proíbe os cidadãos de falar sobre a guerra. Na nova legislação, a população russa não pode usar as palavras “guerra” ou “invasão” para falar sobre o conflito com a Ucrânia. Milhares de cidadãos já foram presos na Rússia por causa de manifestações contrárias a guerra.

Desde o início da invasão russa, o governo tem utilizado das emissoras de televisão para fazer propagandas que justificam a invasão. O material divulgado alega que o conflito armado é uma forma de libertar os ucranianos dos “neonazistas”. As agências de notícias independentes fecharam na Rússia e seus jornais foram obrigados a parar de trabalhar. Segundo a CBS, muitos desses profissionais chegaram a fugir do país.

Depoimento de Marina

Marina Ovsyannikova é filha de um ucraniano e manifestou-se por meio de um vídeo amplamente divulgado nas redes sociais, após seu protesto na televisão. A jornalista diz que qualquer apoiador da guerra, que acredita no que o governo conta, não tem acesso a todas as informações. Ela ainda completa que, em um conflito, é necessário ler as notícias nacionais, internacionais e do país contrário e a verdade sempre estará em algum lugar no meio dessas informações.

Quando invadiu o telejornal, o cartaz que segurava dizia: “Pare a guerra. Não acredite em propaganda. Eles estão mentindo para você aqui”. “Eu acredito no que eu fiz, mas agora entendo a escala dos problemas que eu vou ter que lidar e, claro, estou extremamente preocupada com a minha segurança. Eu não me sinto como uma heroína… você sabe, eu quero realmente sentir que esse sacrifício não foi em vão, e que as pessoas abram seus olhos”, declarou a russa em entrevista para a Reuters.

Editado por: Roberth R Costa

Giulia Di Napoli

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Giulia Di Napoli

Email: [email protected]

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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