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Governo de Minas assina contrato para obras em elevadores da Cidade Administrativa

08/06/2024 às 14h13
elevadores cidade administrativa
Uso dos elevadores está suspensoo há quase um mês (Reprodução/Redes sociais)

A Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge) assinou, nessa sexta-feira (7), um contrato para fazer obras de reparo nas estruturas dos elevadores dos prédios da Cidade Administrativa. O uso de mais de 50 elevadores está suspenso há quase um mês na sede do governo estadual, que fica no bairro Serra Verde, na região de Venda Nova.

A empresa selecionada foi escolhida por meio de contratação direta com dispensa por emergência, seguindo critério de quem oferece o menor preço e menor prazo para execução do trabalho.

De acordo com o governo, a contratação emergencial justifica-se pela importância dos elevadores para a mobilidade e a segurança.

As obras têm previsão para começo até julho e término até o fim deste ano. Ao todo, o reparo deve custar cerca de R$ 2,5 milhões aos cofres públicos.

Os elevadores voltarão a ser utilizados de forma gradual, a partir da conclusão dos reparos e intervenções nos primeiros equipamentos.

Vice-governador cita ‘gambiarras’

No dia 10 de maio, o governo suspendeu o uso de mais de 50 elevadores sociais e privativos dos prédios Minas e Gerais da Cidade Administrativa.

Em coletiva, o vice-governador, Mateus Simões, disse que um laudo apontou que alguns pilares que sustentam as guias do contrapeso dos elevadores, por exemplo, estão suspensos, quando deveriam estar apoiados na base do fosso. Ainda segundo a perícia, há um desalinhamento nas barras que sustentam esses pilares.

“É uma quantidade inacreditável de gambiarras que foram feitas. As guias que deveriam estar fixadas nas paredes estão fixadas em uma escora. Como o fosso do elevador não está alinhado, então não consigo colocar o trilho correndo direto na parede, então colocaram uma escora atrás de 75 metros de altura, que não está encostando no chão”, disse Simões.

O vice-governador destacou, ainda, o risco que essas falhas estruturais poderiam trazer aos usuários dos elevadores. A estimativa é de que cerca de 8 mil pessoas transitem pelos equipamentos diariamente.

“Essa escora está, desde a construção, pesando sobre os parafusos, puxando eles para baixo e deformando os trilhos de segurança do contrapeso dos elevadores. Talvez esse risco não existisse de forma tão grave no dia em que o prédio foi inaugurado, mas cada vez que esse elevador é usado, esse risco vai aumentando. Existe um risco de queda do elevador? Eventualmente, sim. Mas há risco também de choque do elevador em trânsito, pois estamos perdendo o alinhamento do contrapeso”, destacou o vice-governador.

Processo por supostos erros em obras

Em abril deste ano, o Governo de Minas Gerais anunciou que entraria com medidas para que empresas responsáveis por erros na construção da Cidade Administrativa arquem com os custos de conserto dos elevadores. Em novembro do ano passado, um servidor de 66 anos morreu após fazer parte do trajeto até o 13º andar do prédio Minas Gerais de escada devido à pane dos elevadores (relembre abaixo).

Por meio da Seplag-MG (Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão), objetivo do Estado é garantir o ressarcimento aos cofres públicos dos cerca de R$ 20 milhões que serão aplicados em obras na sede do governo.

João Lages

Repórter no BHAZ desde setembro de 2023. Jornalista com 4 anos de experiência em veículos de comunicação. Fez cobertura de casos que têm relevância nacional e internacional. Com passagem pela RecordTV Minas, também foi produtor e editor de textos na Record News.

João Lages

Email: [email protected]

Repórter no BHAZ desde setembro de 2023. Jornalista com 4 anos de experiência em veículos de comunicação. Fez cobertura de casos que têm relevância nacional e internacional. Com passagem pela RecordTV Minas, também foi produtor e editor de textos na Record News.

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