A mulher resgatada após ficar soterrada em um deslizamento, no bairro Paineiras, em Juiz de Fora, na Zona da Mata de Minas Gerais, morreu nesta quarta-feira (25). A técnica de enfermagem Jaqueline Teodoro de Fátima Vicente, de 34 anos, havia sido encontrada com vida na terça-feira (24), em meio aos escombros da própria casa, atingida por um deslizamento provocado pelas fortes chuvas que atingiram a cidade.
Jaqueline apresentava fratura e algumas escoriações pelo corpo. Ela chegou a ser encaminhada ao Hospital de Pronto Socorro (HPS), mas morreu na unidade de saúde nesta madrugada. A morte foi confirmada pela Prefeitura de Juiz de Fora.
Imagens compartilhadas nas redes sociais mostraram o deslizamento de terra, que danificou um muro e uma casa. Os registros também capturam o momento em que a equipe do Corpo de Bombeiros (CBMMG) atuou para retirar a mulher dos escombros.
Veja o vídeo:
No local também estavam os dois filhos da vítima, o companheiro e a mãe dela, que também veio a óbito. Neide Aparecida Teodoro Vicente trabalhava como auxiliar de limpeza no Hospital Monte Sinai. A unidade divulgou uma nota de pesar nesta quarta-feira (25).
Jaqueline foi velada na manhã de hoje, no Cemitério Municipal de Juiz de Fora. Ainda não há informações sobre a localização do companheiro e dos filhos da vítima.
Segundo o CBMMG, um barranco caiu e atingiu o primeiro pavimento de um prédio e duas casas.
Estado de atenção
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou que os temporais são resultado de um cavado atmosférico e, por isso, as precipitações devem continuar no estado.
“Nós esperamos mais chuvas e, por isso, é razoável imaginar que teremos novos eventos críticos”, disse a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT).
Segundo a Defesa Civil de Juiz de Fora, este é o fevereiro mais chuvoso da história da cidade, com 584 milímetros acumulados. Ao todo, 13 vítimas foram resgatadas e levadas ao pronto-socorro, enquanto 440 pessoas estão desabrigadas.
Em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (24), a prefeita Margarida Salomão recomendou que moradores que estejam em áreas classificadas pela Defesa Civil como vulneráveis, com nível quatro de risco, deixem suas casas. “Procura a gente. Venha para os nossos lugares que iremos acolher, porque, certamente, você estará a salvo. E a segunda é: se você está em um local sem risco, evite sair de casa. As ruas podem ter alagamentos e deslizamentos”, disse.
Durante o temporal, o Rio Paraibuna e córregos transbordaram, alagando ruas. Foram registrados desabamentos de imóveis e deslizamentos de terra, com pessoas soterradas, além de mortes e desaparecimentos.










