O jornalista Delson Carlos foi assassinado a facadas na noite de sexta-feira (24) dentro do Edifício Don Lourenzzo, em uma área nobre do Setor Bueno, em Goiânia. A cena foi brutal e terminou com a suspeita trancada no imóvel, forçando uma intervenção tática do Bope para efetuar a prisão.
O crime no Setor Bueno
Delson foi atingido por uma facada no peito, exatamente na altura do coração. Ferido e em desespero, ele conseguiu fugir do apartamento no sétimo andar e desceu as escadas, mas caiu no hall do quinto andar, em frente aos elevadores.
Uma testemunha relatou ter visto a suspeita no corredor com a arma do crime ainda ensanguentada nas mãos. Ele recebeu atendimento imediato, porém a morte foi confirmada ainda no local.
A suspeita e a relação com a vítima
A mulher presa é Renata de Almeida Pedreira e Sousa, uma dentista de 56 anos que era proprietária do imóvel onde o jornalista morava como inquilino. Eles mantinham um vínculo estreito há mais de uma década, e Delson atuava como assessor de imprensa da profissional.
Delson era um profissional respeitado, colunista do Diário de Aparecida e fundador da Revista Class News.
Dinâmica dos fatos e motivações
O crime ocorreu após Renata e outra mulher irem ao prédio para consumir bebidas alcoólicas com Delson. Durante o encontro, iniciou-se uma discussão violenta que resultou em lesões corporais e no assassinato do jornalista.
Há relatos de que o casal que residia no local enfrentava problemas para pagar o aluguel e o condomínio. A Polícia Militar informou que a suspeita aparentava estar em surto psicótico no momento do crime.
Morte do animal de estimação e cerco policial
A crueldade não parou no jornalista. A polícia confirmou que Renata também matou o cachorro de Delson a facadas, utilizando o mesmo método empregado contra o homem.
Após o massacre, a dentista se trancou no apartamento e ameaçou se suicidar, arremessando televisores e computadores pela janela. O Bope precisou usar artefatos explosivos de distração e um taser para contê-la.
Renata passou por audiência de custódia e teve a prisão convertida em preventiva. A Polícia Civil agora investiga o caso como homicídio e lesão corporal.

















