A Apple elevou os preços de diversas versões antigas do iPhone no Brasil nesta quarta-feira (9), coincidindo com a apresentação do iPhone 18 Pro, 18 Pro Max e do primeiro dobrável da marca, o iPhone Duo. Os reajustes variam entre R$ 200 e R$ 2.000, dependendo do modelo e da capacidade de armazenamento.
Apple altera estratégia de preços para modelos antigos
A decisão reverte a prática habitual da empresa de reduzir os valores de gerações anteriores logo após o anúncio de novos aparelhos. No Brasil, os consumidores agora enfrentam altas que oscilam entre 3% e 14% nos dispositivos que permaneceram no catálogo oficial.
Essa mudança impacta quem buscava adquirir um aparelho novo de gerações passadas com desconto. O mercado brasileiro agora reflete custos de produção mais elevados repassados ao consumidor final.
Quais modelos subiram e quais os novos valores
O iPhone Air registrou a maior alta nominal, especialmente na versão de 1 TB, que saltou de R$ 13.499 para R$ 15.499. As versões de 256 GB e 512 GB do mesmo modelo subiram R$ 500, atingindo R$ 10.999 e R$ 12.499, respectivamente.
Modelos como o iPhone 17 e o iPhone 17e tiveram reajustes entre R$ 200 e R$ 300. O iPhone 17 de 256 GB passou a custar R$ 8.299, enquanto a versão de entrada 17e subiu para R$ 5.999. O iPhone 16 também sofreu aumento de R$ 200, fixando a versão de 128 GB em R$ 6.999.
Modelos removidos do catálogo oficial
A Apple interrompeu a venda direta em seu site oficial de três modelos específicos. Estão na lista o iPhone 17 Pro, o iPhone 17 Pro Max e o iPhone 16 Plus.
Embora não constem mais na loja da marca, esses aparelhos ainda podem ser encontrados em varejistas parceiros. A retirada do catálogo oficial marca a transição para a nova linha 18 Pro e o modelo dobrável Duo.
Por que os preços subiram? A crise dos chips
O aumento é reflexo da alta nos custos de chips de memória, especialmente a RAM, devido à forte demanda por infraestruturas de inteligência artificial. Tim Cook, ex-CEO e atual presidente-executivo do conselho da Apple, afirmou em junho que a situação se tornou insustentável após repasses exorbitantes de fornecedores.
Fabricantes de chips estão priorizando a produção de componentes avançados para data centers de IA em detrimento de produtos de consumo. Cook descreveu a escassez como uma enchente que ocorre uma vez a cada cem anos.

















