A delegação do Brasil conquistou três medalhas de ouro na 9ª edição da Olimpíada Internacional de Economia (IEO), realizada em Shenzhen, na China. Os medalhistas são Arthur Spuri, Artur Teixeira e Enzo Tavares.
Spuri, de 16 anos, ficou em primeiro lugar na classificação geral e recebeu o prêmio “Top Gold”, concedido a quem soma mais pontos nas provas de economia e finanças. Ele somou 199.469 pontos, marca que supera os resultados registrados desde a fundação da IEO, em 2018. Spuri se tornou o único sul-americano a liderar a classificação geral da competição e o único competidor, na história do evento, a atingir a nota máxima nas duas provas individuais.
Teixeira ficou na 11ª colocação geral e Tavares, na 12ª.
A IEO reúne estudantes do ensino médio de diferentes países, organizados em equipes de até cinco integrantes por delegação, selecionados por meio de competições nacionais. A edição deste ano teve 54 delegações e cerca de 300 participantes. A competição é dividida em três provas: duas individuais, de economia e de finanças, e uma em grupo, o business case. Os 20 primeiros colocados no ranking geral recebem medalha de ouro; da 21ª à 50ª posição, prata; e da 51ª à 100ª, bronze.
No business case, as equipes recebem uma situação-problema e precisam apresentar uma solução a uma banca avaliadora. Nesta edição, o tema pedia a criação de uma zona econômica especial para o país de origem. A equipe do Brasil propôs um hub de incentivo à exploração de terras raras na Bahia, tema já estudado na seletiva nacional. O Brasil somou 49,5 pontos, de um total de 50, superando o resultado anterior do business case, de 46,2 pontos. O México ficou em segundo lugar, com 45,2 pontos, seguido por Singapura, com 39,6. O Brasil também havia liderado o business case em 2023, 2021, 2020 e 2019.
A delegação do Brasil na IEO 2026 foi formada por Raphael Zimmerman, líder da equipe, e pelos estudantes Lucas Rivelli, Manuela Buesa, Artur Teixeira, Arthur Spuri, Luiza Monteiro, Pedro Câmara e Enzo Tavares. A seleção da equipe passou pela Olimpíada Brasileira de Economia, seletiva nacional com participação de mais de 20 mil estudantes. A delegação contou com apoio de B3, BTG, Bain Company e Verde Asset.
O Brasil participa da IEO desde a fundação da competição, em 2018. Antes do resultado de Spuri, a melhor colocação individual de um brasileiro na história da IEO havia sido o segundo lugar, obtido em 2019. Com os resultados desta edição, o país chega a 22 medalhas de ouro no total.
Spuri mora em Fortaleza, onde estuda no Colégio Farias Brito, e cursa o 2º ano do ensino médio na Turma Aplicação. Ele se mudou de São Paulo para Fortaleza em 2017, ainda no ensino fundamental.
Spuri começou em competições de conhecimento pela Olimpíada Canguru de Matemática, por incentivo do pai. Dias antes da IEO, disputou a Olimpíada Internacional de Física, em Bucaramanga, na Colômbia, onde ganhou medalha de prata. Em setembro, vai disputar a Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica, no Vietnã.
Sobre planos futuros, Spuri pretende cursar engenharia civil, mecânica ou elétrica, na USP ou no exterior, com o objetivo de estudar no MIT (Massachusetts Institute of Technology). Ele também planeja seguir carreira no mercado financeiro, na área de negociação quantitativa (“quant trading”).

















