A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) disparou um alerta de manipulação após detectar um volume anormal de apostas no cartão amarelo do meia argentino Lucho Acosta. O caso envolve a partida entre Fluminense e Red Bull Bragantino, ocorrida no dia 17 de julho.
CBF investiga Lucho Acosta por suspeita de manipulação
O processo começou quando a casa de apostas Stake identificou entradas atípicas na punição do atleta e reportou o fato à Sportradar. A empresa, que é contratada pela Fifa para monitorar o Campeonato Brasileiro, encaminhou a denúncia diretamente à CBF.
A entidade máxima do futebol brasileiro abriu a investigação para apurar se houve favorecimento intencional. O foco está no volume desproporcional de dinheiro colocado especificamente na advertência do meia argentino, o que disparou os alarmes de integridade da competição.
O lance do cartão amarelo
A punição ocorreu aos 47 minutos do segundo tempo, durante uma briga generalizada que interrompeu o jogo por cinco minutos. Lucho Acosta empurrou o atacante Lucas Barbosa após uma falta cometida por Canobbio no meio-campo.
Na súmula do jogo, o árbitro Davi de Oliveira Lacerda justificou a punição alegando que o atleta atuou de maneira a mostrar desrespeito ao jogo. O conflito foi intenso e resultou em três cartões amarelos e dois vermelhos no total, incluindo a expulsão de John Kennedy.
Posicionamento do Fluminense e do atleta
O Fluminense confirmou que recebeu a notificação da CBF de forma sigilosa na última semana. Em nota oficial, a diretoria tricolor afirmou estar à disposição para colaborar com os órgãos competentes.
Lucho Acosta negou qualquer participação em irregularidades. O jogador, que chegou ao clube em agosto de 2025 vindo do FC Dallas e renovou contrato até 2029 recentemente, mantém a negativa de envolvimento em manipulações.
Órgãos envolvidos e complexidade da apuração
A gravidade do caso levou a CBF a acionar a Polícia Federal, o Ministério Público e o STJD. A investigação agora tenta rastrear a origem do dinheiro movimentado nas casas de apostas para identificar quem lucrou com o cartão amarelo.
Um detalhe crítico dificulta o trabalho dos investigadores: algumas apostas teriam sido feitas utilizando criptomoedas. Esse método de pagamento anônimo torna a localização dos usuários muito mais complexa para as autoridades policiais e judiciais.

















