O ex-jogador Tássio Maia dos Santos morreu na tarde de quarta-feira (29) após o desabamento de um muro em Santa Teresa, região central do Rio de Janeiro. O incidente ocorreu durante um forte vendaval que atingiu a cidade e causou destruição em diversos bairros.
Morte de Tássio Maia e desabamento em Santa Teresa
O acidente aconteceu na Rua Júlio Otoni, onde a estrutura cedeu repentinamente. Além do atleta, Vandré Cordeiro, amigo de Tássio, também morreu no desabamento.
Câmeras de segurança registraram a queda do muro, que gerou uma nuvem de poeira intensa. Crianças que brincavam na calçada no momento do impacto escaparam por pouco da tragédia.
Quem era Tássio Maia
Tássio tinha 41 anos e atuou como atacante no Botafogo durante o ano de 2015. Com 1,96 m de altura, o jogador era reconhecido pela força física e eficiência no jogo aéreo.
A carreira do atleta incluiu passagens por clubes de São Paulo, Portugal e China, além de ter defendido o Resende Futebol Clube entre 2011 e 2012. Ele também era sócio da Mansão Alvite, um espaço de eventos com vista para a Baía de Guanabara e o Pão de Açúcar localizado na mesma rua onde ocorreu o desmoronamento.
Impactos do vendaval no Rio de Janeiro
As rajadas de vento atingiram a velocidade de 105 km/h na capital. A tempestade causou danos estruturais graves, como a remoção de parte do telhado da sede social do Fluminense em Laranjeiras e a interdição parcial da estação BRT Dom Bosco no Recreio devido a telhas que voaram.
No interior do estado, a Defesa Civil realiza buscas por um pescador que desapareceu no mar em Angra dos Reis. Pelo menos 40 árvores caíram na capital, resultando em interdições de vias e ferimentos, como no caso de uma vendedora ambulante atingida por uma árvore na Rua Machado de Assis.
Caos no transporte e apagão elétrico
A ventania provocou um apagão que deixou quase 1,9 milhão de imóveis sem energia elétrica. O problema afetou consumidores das concessionárias Light e Enel Rio, atingindo inclusive o Centro de Operações e Resiliência da prefeitura. A Light afirmou que a interrupção foi causada por uma falha externa, enquanto o ONS citou fortes ventos e desligamentos na Subestação Grajaú.
O transporte público paralisou completamente, afetando as linhas 1, 2 e 4 do metrô, além de trens e VLT. Nos aeroportos Santos Dumont e Galeão, a instabilidade climática forçou o cancelamento ou desvio de 21 voos. O trânsito tornou-se caótico devido à falta de energia nos sinais luminosos, com a travessia de Copacabana levando até uma hora.

















