Confrontos entre facções rivais no Rio de Janeiro introduziram o uso de drones para o lançamento de artefatos explosivos contra alvos terrestres. Desde março, foram registrados ao menos sete casos de explosões causadas por esses equipamentos em ataques ou treinamentos. A maioria das ocorrências aconteceu nos últimos três meses, coincidindo com a intensificação de disputas territoriais na capital fluminense.
A nova frente de batalha: drones com explosivos no Rio
O crime organizado migrou a utilização de aeronaves não tripuladas do monitoramento simples para ataques ativos. Atualmente, os dispositivos são usados para transportar drogas e lançar granadas em áreas urbanas.
Essa escalada tecnológica levou a Polícia Civil a criar, em março, a Coordenadoria de Operações com Aeronaves Não Tripuladas (Coant). A unidade especializada visa combater a utilização desses aparelhos por organizações criminosas.
Ataques recentes e vítimas civis
No sábado (1), uma bomba caseira atingiu uma festa infantil na Favela dos Dourados, em Cordovil. Duas crianças e um funcionário de limpeza foram atingidos de raspão por estilhaços que incluíam pregos.
Outros incidentes graves envolveram civis em diferentes regiões da cidade. Em 29 de maio, um adolescente de 15 anos sofreu fratura exposta na perna após a detonação de uma granada no Morro da Caixa D’Água. Já na Favela do Dique, um explosivo foi encontrado intacto sobre o telhado de uma creche e precisou ser detonado pelo Esquadrão Antibombas.
Conflitos territoriais: CV vs TCP
A violência aérea reflete a guerra de facções entre o Comando Vermelho (CV) e o Terceiro Comando Puro (TCP). No Complexo da Penha, a área controlada pelo CV tem sido alvo de ataques do TCP.
Essas incursões são atribuídas a Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão. O criminoso domina localidades como Vigário Geral e Cidade Alta, região que ele apelidou de Complexo de Israel.

















