O rombo financeiro causado pelas plataformas de apostas esportivas atingiu um patamar alarmante no Brasil. As famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões para as bets apenas em 2025.
O impacto financeiro das bets no Brasil
A movimentação de dinheiro é colossal e assusta especialistas. As empresas do setor movimentaram R$ 350,97 bilhões em transferências via Pix. O valor líquido perdido pelas famílias representa cerca de 0,68% da Renda Nacional Disponível Bruta dos domicílios brasileiros.
Há um abismo entre o mercado legal e a realidade das ruas. Enquanto o Ministério da Fazenda registrou R$ 36,9 bilhões em receita de bets legais, a estimativa total de perdas é muito maior. Esse gap de R$ 25,6 bilhões sugere a força do mercado clandestino, que pode representar até 51% do setor.
Sinais de alerta e a doença do jogo
O vício em apostas, conhecido como ludopatia, é tratado como uma doença real. O Ministério da Saúde alerta que a irritabilidade e a ansiedade quando a pessoa não está jogando são sinais claros de perigo.
Outros sintomas graves incluem alterações bruscas no sono, na alimentação e no humor. O risco aumenta quando o jogo deixa de ser diversão e passa a manipular o cérebro para viciar.
Como funciona o teleatendimento do SUS para viciados
A procura por ajuda explodiu. Por isso, o governo ampliou a oferta de teleconsultas de 600 para até 100 mil atendimentos mensais. O serviço é sigiloso e ocorre via aplicativo Meu SUS Digital.
Para conseguir a vaga, o usuário precisa de uma conta gov.br e deve realizar um autoteste para identificar riscos. As sessões duram cerca de 50 minutos e acontecem preferencialmente uma vez por semana via videochamada.
Suporte a familiares e encaminhamento presencial
O trauma não atinge apenas quem aposta. O suporte do SUS é extensivo aos familiares, que recebem orientações de profissionais como psicólogos e enfermeiros para lidar com a situação.
O paciente pode realizar até dez consultas iniciais no formato remoto. Após esse ciclo, uma nova avaliação decide se há alta ou a necessidade de encaminhamento para unidades presenciais, como os Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

















