O volume de pedidos de benefícios no INSS que ultrapassaram o prazo legal de análise despencou 74% ao longo de 2026. Esse recuo drástico levou a fila ao menor patamar registrado nos últimos 21 meses.
Redução histórica na fila do INSS em 2026
Até o dia 14 de julho, cerca de 1,6 milhão de requerimentos aguardavam análise no sistema. Desse total, 486 mil processos estão fora do prazo legal de 45 dias.
Outros 745 mil pedidos seguem dentro do período previsto para resposta. Existe ainda um grupo de 450 mil processos travados porque dependem de providências dos próprios segurados, como o envio de laudos médicos ou comprovação de vínculos trabalhistas.
O cenário atual contrasta com o pico registrado em fevereiro deste ano, quando a fila atingiu 3,128 milhões de requerimentos aguardando resposta.
Meta de ‘zerar a fila’ e prazos legais
O governo federal estabeleceu como prioridade eliminar todos os pedidos que superam 45 dias de espera até setembro. A promessa do presidente Lula foca exclusivamente nesses casos críticos, ignorando os pedidos que ainda estão no prazo regulamentar.
A meta final é atingir um ponto de platô com 1,3 milhão de requerimentos pendentes. Esse número é estratégico porque equivale à média de novos pedidos que entram no sistema todos os meses.
Aumento da produtividade e capacidade operacional
Entre janeiro e maio de 2026, a quantidade de processos analisados subiu 34,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. A média de benefícios concedidos saltou de 608,6 mil para 683,8 mil por mês.
Março de 2026 registrou o desempenho mais agressivo da autarquia. Naquele mês, o órgão analisou 1,626 milhão de processos e concedeu aproximadamente 890 mil benefícios.
No acumulado de janeiro a maio, a taxa média de concessão de benefícios alcançou 50,6%. O tempo médio para concluir a análise dos requerimentos estava em 50 dias ao fim de junho.
Mudanças na gestão e estratégias adotadas
A aceleração ocorreu após a troca de comando em abril, quando Ana Cristina Viana Silveira substituiu Gilberto Waller na presidência do órgão. Antes disso, ela comandou o Conselho de Recursos da Previdência Social por quase três anos.
Para baixar o número de pendências, o governo adotou a contratação de novos servidores e telemedicina em áreas remotas. Também foi mantido o programa de bônus para servidores que realizam análises adicionais.
A substituição de Waller ocorreu porque o avanço no combate ao estoque de processos ficou abaixo da expectativa do governo. Agora, a nova gestão busca cumprir a promessa feita por Lula desde 2023 de reduzir drasticamente o tempo de espera.

















