O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) detonou a expectativa de aliados ao anunciar o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como seu candidato a vice-presidente nesta quarta-feira (5). A escolha é um movimento agressivo que coloca na chapa o homem responsável por pedir a prisão de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, durante investigações de fraudes no INSS.
Flávio Bolsonaro anuncia Alfredo Gaspar como vice
A chapa foi definida como puro-sangue, composta exclusivamente por políticos do Partido Liberal. Isso aconteceu após as lideranças do União Brasil, Republicanos e Progressistas decidirem manter a neutralidade na disputa presidencial.
Flávio admitiu que tentou atrair outros partidos para garantir mais tempo de televisão e inserções na propaganda, mas as negociações fracassaram. Agora, a candidatura segue com um perfil ideologicamente fechado.
Quem é Alfredo Gaspar?
Natural de Maceió e advogado de formação, Gaspar tem 55 anos e possui pós-graduação em direito público. Ele construiu a carreira no sistema de Justiça, atuando como promotor por mais de duas décadas.
O político já ocupou cargos de alto escalão, como o de procurador-geral de Justiça e secretário de Segurança Pública de Alagoas em dois períodos diferentes. Foi eleito para a Câmara dos Deputados em 2022.
A atuação na CPMI do INSS e o embate com Lulinha
Gaspar ganhou projeção nacional ao relatar a CPMI que investigou desvios bilionários em aposentadorias e pensões. Ele entregou um relatório drástico que propôs o indiciamento de mais de 200 pessoas.
Entre os alvos estava Lulinha, apontado por ter recebido repasses de um operador do esquema conhecido como Careca do INSS. Embora o relatório tenha sido rejeitado por 19 votos a 12, Flávio usou esse fato para exaltar a coragem de Gaspar.
Estratégia política e a escolha do nome
A escolha pegou o mundo político de surpresa, já que Rogério Marinho era o favorito para a vaga. Até a véspera do anúncio, Gaspar havia oficializado sua própria candidatura ao Senado por Alagoas.
O movimento visa fortalecer a presença de Flávio no Nordeste e reforçar o discurso de linha-dura na segurança pública. Nomes femininos, como Tereza Cristina e Daniella Marques, foram descartados devido a vetos partidários nacionais.
Valdemar Costa Neto afirmou que o nome de Gaspar já era discutido há seis meses, embora tenha sido mantido em sigilo absoluto. Gaspar agora se define como um soldado de Flávio para transformar o país.

















