Um ciclone extratropical formado entre Uruguai e Rio Grande do Sul provoca fortes rajadas de vento e mudanças bruscas na previsão do tempo em diversas regiões do Brasil. O sistema avançou pelo país nesta quinta-feira (20) e se desloca como uma frente fria em direção ao Sudeste.
O município do Rio de Janeiro entrou em estágio 2 às 18h de quinta-feira devido ao risco de ventos fortes a partir de sexta-feira (21). O Sistema Alerta Rio prevê rajadas entre 52 km/h e 90 km/h na cidade, enquanto o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) alerta que algumas regiões do estado podem registrar ventos de até 100 km/h.
Em São Paulo, a Defesa Civil prevê rajadas de vento que podem atingir 70 km/h na maior parte do estado. Outras regiões paulistas podem registrar ventos superiores a 75 km/h.
Ciclone extratropical e a frente fria
O fenômeno meteorológico se organizou na madrugada de quinta-feira (20) sobre o Uruguai e o Rio Grande do Sul. A região Sul é a mais afetada, com previsão de rajadas de vento que podem chegar a 80 km/h.
No Rio Grande do Sul, a Defesa Civil Estadual emitiu um alerta para o risco de cheias e alagamentos urbanos. O sistema também atinge Santa Catarina, Paraná e o sul de Mato Grosso do Sul com risco de ventania intensa.
Previsão de temperatura e chuvas para o fim de semana
A queda nas temperaturas deve ocorrer em todas as regiões do estado de São Paulo a partir de sábado (22). O contraste térmico começa a ganhar força entre quinta e sexta-feira com a aproximação da massa de ar frio.
Além do frio, a frente fria pode provocar pancadas de chuva, descargas elétricas e granizo localizado. No Rio de Janeiro, a previsão indica céu nublado com chuvas fracas isoladas a partir da tarde de sexta-feira.
Riscos no litoral e agitação marítima
A Marinha do Brasil emitiu um aviso prevendo ventos de sudoeste a sul com força 7 e rajadas de força 8 para o litoral paulista. O órgão alerta para o aumento da agitação marítima nas áreas oceânicas a partir da madrugada de sexta-feira (21).
Em Ubatuba, a previsão indica rajadas ocasionais entre 40 e 50 km/h. O diretor de Gestão da Defesa Civil local, Alexandre Napoli, recomenda evitar a navegação e esportes náuticos enquanto persistirem as condições de risco.

















