O irmão gêmeo de Pedro Henrique Sales, preso por importunação sexual em Feira de Santana, na Bahia, precisou se afastar do trabalho devido à exposição pública e aos riscos gerados pelo crime. Enquanto a polícia investiga se outros familiares ajudaram na fuga do suspeito, o gêmeo é considerado uma exceção por ter colaborado com as apurações.
O crime de importunação sexual em Feira de Santana
O caso ocorreu no dia 19 de julho, quando Pedro Henrique Sales, de 21 anos, se masturbou enquanto observava uma vizinha de 35 anos treinar em uma esteira. O estudante de educação física planejou a ação ao virar as câmeras de segurança da academia do condomínio para a parede.
Ele não percebeu que a vítima utilizava o celular para gravar seu próprio treino. Como a mulher usava a câmera traseira do aparelho, o investigado não notou que estava sendo filmado durante o ato obsceno.
Prisão e tentativa de fuga em Simões Filho
Cinco dias após o crime, a Polícia Civil localizou o jovem escondido em uma casa em construção na cidade de Simões Filho. O local possuía uma estrutura montada com colchão, travesseiro, cobertores e itens de higiene pessoal.
Pedro Henrique resistiu à abordagem policial tentando escapar por uma área de matagal. Durante a ação, ele arremessou escombros contra os agentes e permaneceu em silêncio durante o depoimento oficial.
Impacto na família e o caso do irmão gêmeo
A Polícia Civil apura se familiares facilitaram a fuga de Pedro Henrique para Simões Filho e ocultaram seu paradeiro. Caso a participação seja comprovada, os envolvidos poderão responder criminalmente por favorecimento.
O irmão gêmeo do suspeito, porém, auxiliou as autoridades na investigação do caso. Ele enfrentou riscos devido à repercussão do crime e precisou se afastar de suas atividades profissionais por causa da exposição.
Situação jurídica e medidas do condomínio
A prisão preventiva de Pedro Henrique foi mantida pela Justiça durante audiência de custódia realizada nessa segunda-feira (27). O jovem será transferido para o Conjunto Penal de Feira de Santana.
Moradores do condomínio aprovaram a exclusão do investigado em assembleia, com quase 90% de concordância. Especialistas alertam que a votação não é suficiente para retirar um proprietário do imóvel, sendo necessária uma ação judicial para efetivar a medida.

















