O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pretende conversar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para defender uma reunião entre as principais potências mundiais. O objetivo é buscar uma saída negociada para conflitos internacionais, especialmente a guerra na Ucrânia.
Lula busca diálogo com Trump para mediar conflitos globais
O mandatário brasileiro sinalizou a aliados que deve procurar o líder americano na próxima semana. Lula já manteve conversas recentes com o presidente da China, Xi Jinping, no domingo (26), e com Vladimir Putin, no início desta semana.
O presidente defende que os membros mais importantes do Conselho de Segurança da ONU se reúnam para encerrar as hostilidades. Ele criticou a atual atuação do órgão para resolver o conflito ucraniano.
Crise diplomática: o impasse do visto da embaixadora
As relações entre Brasília e Washington enfrentam forte tensão após a revogação do visto de Maria Luiza Viotti, embaixadora do Brasil nos EUA. Lula classificou a medida como irresponsável e impensada.
O Departamento de Estado americano condicionou a reversão da medida à concessão do agrément para Daniel Perez, indicado de Trump para a embaixada em Brasília. O governo brasileiro rejeita essa pressão e afirma que o processo diplomático não possui prazo definido.
Tarifaço e tensões comerciais
No campo econômico, o Brasil aguarda a decisão definitiva sobre a imposição de novas taxas aos produtos brasileiros. A definição sobre esse aumento de tarifas deve ocorrer até o próximo dia 15.
O histórico recente entre os líderes alterna períodos de aproximação e atrito. Em maio deste ano, os presidentes chegaram a conversar por três horas na Casa Branca sobre minerais críticos e segurança.
Interferência política e restrições de viagem
Lula demonstrou preocupação com a possível interferência do governo Trump nas eleições brasileiras. O presidente citou nominalmente Donald Trump e o secretário de Estado, Marco Rubio, mencionando o interesse deles no domínio da direita na América Latina.
Outro ponto de conflito envolve a proibição de viagem aos EUA para 11 autoridades brasileiras. Paralelamente, o Itamaraty barrou funcionários do Departamento de Estado americano que, segundo o The Washington Post, planejavam questionar a integridade do processo eleitoral brasileiro.

















