Um cenário macabro chocou Porto Velho nesta sexta-feira (24) quando funcionários do Cemitério Santo Antônio notaram uma sepultura violada com a tampa quebrada. Dentro do túmulo, estava o corpo de Lucas Macedo Martins, um médico residente que estava desaparecido desde a última terça-feira (21).
Médico desaparecido é encontrado morto em cemitério de Porto Velho
Lucas tinha 32 anos e atuava como residente de terapia intensiva na clínica médica do Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro desde março deste ano. O jovem também era ex-aluno da Universidade do Estado de Mato Grosso, no câmpus de Cáceres, onde concluiu a graduação em junho de 2025.
A descoberta do cadáver encerra dias de angústia e buscas intensas. A Polícia Civil foi acionada imediatamente após a constatação da violação da tumba.
Detalhes da cena do crime e ferimentos
A brutalidade do crime ficou evidente no estado da vítima, que foi localizada seminua e com sinais claros de agressão. A perícia constatou que Lucas sofreu múltiplas lesões na cabeça causadas por golpes com pedras.
O médico apresentava um afundamento na região do rosto, ferimento grave no olho direito e uma lesão profunda no lado esquerdo do crânio. No local, os investigadores recolheram fios de cabelo e pedaços de tijolos manchados de sangue para análise.
Linhas de investigação: homicídio e latrocínio
A Polícia Civil trabalha com duas frentes principais para resolver o caso. A primeira suspeita é que Lucas estivesse no cemitério com um acompanhante, com quem teria mantido relações íntimas antes de uma discussão terminar em morte.
A segunda hipótese é o latrocínio, já que o carro da vítima, um Volkswagen Virtus, sumiu. Imagens de câmeras na BR-364 mostram o veículo seguindo em direção a Guajará-Mirim, e há fortes indícios de que o carro tenha sido levado para a Bolívia.
Relato de homofobia em vídeo antes do desaparecimento
Um detalhe angustiante emergiu após a morte: Lucas gravou um vídeo emocionado e chorando pouco antes de sumir. O registro foi postado no Close Friends do Instagram, onde ele relatava enfrentar episódios de homofobia dentro da própria família.
Embora o vídeo circule entre pessoas próximas, a Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes Contra a Vida (DHPP) ainda não confirmou se há relação direta entre esse desabafo e a motivação do crime. As autoridades continuam buscando a identificação do autor do crime.

















