Ardi Rizal, um menino da Indonésia, ganhou repercussão internacional em 2010 após a publicação de um vídeo no YouTube em que ele, então com cerca de um ano e meio ede fraldas, fumava. O caso chocou o mundo devido à intensidade da dependência, com o consumo chegando a 40 cigarros por dia.
O caso Ardi Rizal e a repercussão mundial
O menino vivia na aldeia de Teluk Kemang, localizada no sul de Sumatra. Na época, sua mãe, Diana, trabalhava vendendo peixes na região.
A visibilidade do vídeo expôs a vulnerabilidade de crianças diante do tabaco na região. O episódio não foi isolado, refletindo uma crise de saúde pública impulsionada pela falta de regulamentação da indústria do tabaco no país.
Origem do vício e a influência familiar
O primeiro cigarro foi oferecido ao menino pelo próprio pai.
Ardi também desenvolveu o hábito de recolher bitucas de cigarro em uma praça local. Ele fazia isso após observar adultos fumando no local.
A difícil reabilitação e a transferência do vício
A gravidade da situação mobilizou o governo da Indonésia. A família enfrentou dificuldades severas para interromper o consumo, pois Ardi tinha acessos de raiva e batia a própria cabeça quando ficava sem fumar.
Três anos após a repercussão, o menino iniciou reabilitação com o psicólogo infantil Seto Mulyadi. A interrupção do tabaco causou ansiedade intensa, que foi compensada por uma alimentação excessiva.
Aos cinco anos, Ardi pesava 24 quilos, o que representava seis quilos acima da média para sua idade. Em uma única refeição, ele chegava a comer três coxas de frango, duas tigelas de sopa de almôndegas e uma lata de leite condensado.
Vida atual: superação e conscientização
A mudança na dieta ocorreu quando Ardi entrou na escola e sofreu provocações dos colegas devido ao volume de comida em sua lancheira. Em 2022, aos 14 anos, ele frequentava a escola primária e seguia uma dieta rigorosa de peixes e verduras.
Atualmente, Ardi concede entrevistas para alertar sobre a dificuldade de abandonar vícios e promove hábitos saudáveis. De acordo com a OMS, o tabagismo causa mais de oito milhões de mortes anuais, sendo 1,2 milhão atribuídas a fumantes passivos.

















