O Papa Leão XIV afirmou que a paz global não é gerada por armas atômicas, mas sim pelo desarmamento nuclear. A declaração integra o prefácio de uma nova obra publicada em 21 de julho pela Casa Editora Vaticana.
O novo livro do Papa Leão XIV sobre a paz
A obra, intitulada “Desarmado e Desarmando: A Paz É um Dom”, foi editada por Alessandro Banfi. O livro reúne discursos e reflexões do pontífice sobre a paz desde sua eleição ao papado em 2025.
O texto foi antecipado pelo serviço de informações do Vaticano, o Vatican News. Uma edição em língua inglesa do livro deve ser lançada nos próximos meses.
Desarmamento nuclear versus dissuasão
Leão XIV argumenta que a verdade sobre a desescalada nuclear foi obscurecida por uma corrida armamentista aterrorizante. O pontífice questionou se a espécie humana deve continuar habitando a Terra diante da combinação de rearmamento global e domínio cibernético.
O Papa apontou que 103 Estados estão envolvidos em guerras atualmente. Ele citou conflitos ativos na Ucrânia, Oriente Médio, Sudão, Mianmar, Iêmen e Congo.
Referências culturais e teológicas: Bob Dylan e Cristo
No prefácio, o pontífice cita a música “Go Away You Bomb”, de 1963, do compositor americano Bob Dylan. Dylan critica a bomba atômica por ser uma ferramenta criada, possuída e manipulada pelo homem.
Leão XIV também refletiu sobre a saudação “A paz esteja convosco”, proferida por Cristo após a ressurreição. Ele define esse gesto como o primeiro dom oferecido ao mundo, ressaltando que tal paz não foi obtida de forma barata.
Exemplos de coragem e a consciência individual
O texto destaca o oficial soviético Stanislav Petrov, que em 26 de setembro de 1983 evitou uma guerra nuclear global. Petrov decidiu não reportar um suposto ataque dos EUA que era, na verdade, uma falha de satélite.
O Papa mencionou ainda o beato Floribert Bwana Chui, assassinado em 2007 no Congo por recusar subornos. Também são citados os servos de Deus Giorgio La Pira e Dorothy Day como exemplos de promoção da diplomacia e justiça social.
















