A Polícia Federal intimou o senador petista Jaques Wagner (PT-BA) para prestar depoimento no dia 7 de agosto, em Brasília. O parlamentar, que atuou como líder do governo Lula no Senado, é investigado por suspeitas de recebimento de vantagens econômicas indevidas vinculadas ao Banco Master.
PF intima Jaques Wagner para depoimento sobre Caso Master
O interrogatório ocorrerá na superintendência da PF em Brasília. Esta etapa segue a fase da Operação Compliance Zero, que teve o senador como um de seus alvos principais.
A investigação apura a participação do político em um esquema de fraudes financeiras bilionárias. Por determinação do ministro André Mendonça, do STF, Wagner foi alvo de mandados de busca e apreensão e restrições em suas atividades econômicas.
As suspeitas: Propina e vantagens econômicas
A PF investiga se o senador recebeu propinas do banco de Daniel Vorcaro. Entre os itens citados está um apartamento em Salvador, avaliado entre R$ 2,4 milhões e R$ 2,5 milhões.
Augusto Lima, ex-sócio do Master e próximo ao parlamentar, é apontado como o intermediário das operações financeiras. A corporação suspeita que pagamentos tenham sido estruturados por meio de familiares e da empresa da nora do senador.
Evidências e apreensões da Operação Compliance Zero
Durante as buscas em endereços ligados ao senador, a PF encontrou 33 mil euros e US$ 55 mil. O montante total soma aproximadamente R$ 471 mil em valores atuais.
Uma mensagem interceptada revela a negociação do imóvel em Salvador. No texto, Wagner encaminha o contato do gerente da construtora para Augusto Lima informando que a unidade 1702 custava R$ 2,45 milhões.
Defesa do senador e consequências políticas
Jaques Wagner afirmou que o dinheiro em espécie possui origem legal. Segundo o senador, os dólares foram comprados no Banco do Brasil com recursos de diárias recebidas por viagens oficiais do Senado.
A pressão das investigações levou o senador a deixar a liderança do governo Lula em 24 de junho, após reunião de duas horas com o presidente. Wagner declarou nas redes sociais que sua prioridade absoluta agora é provar a própria inocência e focar na reeleição de Lula, Jerônimo Rodrigues e na sua própria candidatura ao Senado.

















