A Polícia Federal deflagrou uma nova fase da Operação Sem Desconto para desmantelar um esquema de lavagem de dinheiro ligado a fraudes no INSS. O alvo principal desta etapa são familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA), incluindo sua esposa, filha e duas irmãs.
O que é a Operação Sem Desconto e a fraude no INSS
O golpe consistia em descontos mensais indevidos nos benefícios de aposentados e pensionistas, incluindo quem recebe pensão por morte previdenciária. Entidades conveniadas simulavam que os segurados haviam se associado voluntariamente para oferecer serviços como auxílios funerários e consultoria jurídica.
Muitos beneficiários sequer sabiam da existência dessas associações, mas viam o dinheiro sumir mensalmente de seus extratos. O esquema era amplo e envolvia o vazamento de dados pessoais de segurados, sendo liderado por Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
Investigação contra o senador Weverton Rocha e familiares
A PF cumpre 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal. As diligências focam em movimentações financeiras atípicas que teriam o objetivo de ocultar a origem e a destinação de recursos ilícitos.
Investigadores suspeitam do uso de contas bancárias de terceiros, empresas e dinheiro em espécie para lavar o patrimônio. Mensagens encontradas no celular do Careca do INSS mencionam a entrega de dinheiro vivo a um ex-assessor do parlamentar.
O papel do advogado Willer Tomaz e a aeronave particular
O advogado Willer Tomaz também é alvo da operação, com buscas realizadas em sua residência e escritório. A PF apura se ele ajudou a esconder a origem de valores e se colocou uma aeronave à disposição do senador.
A defesa de Tomaz nega qualquer vínculo com a fraude previdenciária. Em nota, o advogado afirma que a busca ocorreu apenas porque ele é proprietário do avião usado pelo senador em viagens particulares e amistosas.
Outros indiciados e desdobramentos judiciais
O caso já resultou em 48 indiciamentos relacionados a fraudes da Conafer. Entre os nomes citados estão o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto e o deputado federal Euclydes Pettersen.
O ministro André Mendonça, do STF, é o relator das investigações e expediu as ordens judiciais recentes. A PF agora tenta apreender veículos de luxo e outros bens para recuperar os valores desviados dos aposentados.

















