A rede elétrica nacional de Cuba entrou em colapso no fim da noite deste domingo (2). O incidente deixou no escuro a ilha que possui cerca de 10 milhões de habitantes. A União Elétrica de Cuba (UNE), empresa estatal do setor, confirmou a desconexão total do sistema por meio de publicações em redes sociais.
Colapso da rede elétrica em Cuba: o que aconteceu
A falha generalizada atingiu a totalidade do Sistema Nacional de Energia Elétrica (SEN). A empresa estatal não divulgou detalhes técnicos imediatos sobre a causa da pane.
Esforços de recuperação começaram na madrugada de segunda-feira (3). A operadora informou que duas unidades da usina Energas Boca de Jaruco, situada a 50 km a leste de Havana, estavam sendo sincronizadas ao sistema.
Histórico recente de apagões
A crise energética se intensificou nos últimos meses. Apenas em julho, o país registrou três apagões nacionais. No sábado (1), ocorreu uma interrupção parcial que afetou cinco províncias: Pinar del Río, Artemisa, Mayabeque, Havana e Matanza.
Os números indicam uma instabilidade sistêmica. Desde o início de 2026, a ilha enfrentou seis apagões generalizados. Se considerar o período desde o final de 2024, o total de cortes massivos chega a 11 episódios.
Causas: infraestrutura obsoleta e bloqueio de petróleo
A fragilidade do sistema é resultado da combinação entre equipamentos envelhecidos e a falta de insumos. O cenário foi agravado por um bloqueio de petróleo imposto pelos Estados Unidos.
Cuba perdeu a Venezuela como principal fornecedora de combustível após Washington remover Nicolás Maduro do poder em 3 de janeiro. Além disso, as importações vindas do México foram interrompidas devido à pressão do governo de Donald Trump.
Impactos políticos e medidas de contingência
O presidente Miguel Díaz-Canel classificou a situação como uma política genocida. A União Elétrica de Cuba afirmou que a queda do sistema é consequência direta da asfixia energética orquestrada pelos EUA.
Para mitigar os danos, o governo ativou protocolos de contingência para priorizar hospitais e o abastecimento de água. Recentemente, Havana também autorizou a primeira importação de combustível com apoio estrangeiro e permitiu que quase 200 empresas participem da distribuição atacadista.

















