Um robô humanoide desenvolvido pela fabricante chinesa de smartphones Honor completou a prova de 100 metros em 9,32 segundos. O tempo registrado é 0,26 segundo inferior à marca mundial do velocista jamaicano Usain Bolt. O resultado ocorreu durante um evento de teste em Pequim neste sábado (22).
Apelidado de Lightning, a máquina atingiu uma velocidade máxima de 14,5 metros por segundo durante o percurso. O desempenho supera a marca de 9,58 segundos estabelecida por Bolt no Campeonato Mundial de Atletismo em Berlim, realizado em 2009. Esse feito marca a primeira vez que um robô humanoid supera publicamente o tempo do recordista mundial humano.
A corrida serviu como preparação para a segunda edição dos Jogos Mundiais de Robôs Humanoides, evento que começou em Pequim no mesmo sábado. Embora a máquina tenha batido o tempo cronometrado, a marca de Bolt continua sendo oficialmente o melhor tempo da história entre atletas humanos.
Histórico de desempenho e recordes em longa distância
O Lightning já havia demonstrado alta performance em competições de resistência anteriormente. Em abril, o robô venceu a segunda Meia Maratona E-Town de Pequim, percorrendo os 21 km em 50 minutos e 26 segundos.
Este ritmo foi classificado como mais rápido do que o recorde mundial masculino de elite humana. O resultado anterior colocou a máquina em evidência no setor de tecnologia robótica chinesa, superando inclusive marcas estabelecidas por corredores profissionais.
Especificações técnicas e modificações
O robô possui 169 centímetros de altura total. Durante a participação na meia maratona de abril, suas pernas mediam 95 centímetros.
Pesquisadores decidiram alongar os membros inferiores em 10 centímetros antes do início dos Jogos Mundiais de Robôs Humanoides. Com a alteração técnica, as pernas passaram a medir 1,05 metro para otimizar a passada e aumentar a velocidade final.
O papel da Honor e a estratégia da China
A fabricante de smartphones Honor liderou o desenvolvimento do Lightning. O governo chinês promove a criação de robôs humanoides como uma indústria emergente estratégica para o país.
Empresas e formuladores de políticas apostam que avanços em hardware e inteligência artificial acelerarão a adoção dessas máquinas no mercado. O objetivo final é expandir a implementação prática dos robôs em setores de logística, manufatura industrial e aplicações voltadas ao consumidor.

















