Um tornado devastou completamente a casa de um pecuarista em Pedro Osório nessa quinta-feira (6). O morador descreveu a cena ao retornar para a Vila Matarazzo como um verdadeiro cenário de guerra, onde não restou mais nada da construção.
Tornado atinge Pedro Osório no Rio Grande do Sul
O fenômeno foi confirmado pelo Centro de Monitoramento da Defesa Civil do Estado (Cmdec) e ocorreu por volta das 17h15. A tempestade severa atingiu a região de Matarazzo, provocando destelhamentos e danos graves em propriedades rurais.
Embora a força do vento tenha causado estragos também na área urbana, não houve registro de feridos neste episódio.
Alertas da Defesa Civil e impactos regionais
A Defesa Civil havia emitido um alerta laranja para Pedro Osório às 15h50, avisando sobre o risco alto de destelhamentos por vento e granizo. No total, oito cidades reportaram danos causados por essa forte tempestade no estado.
O perigo se estendeu para a capital, onde foi disparado um alerta vermelho via cell broadcast para Porto Alegre e cidades vizinhas. A mensagem alertava sobre ventos acima de 90 km/h em municípios como Canoas, Novo Hamburgo, Gravataí e Viamão.
Recorrência e o corredor de tornados da América do Sul
Este é o segundo tornado registrado no território gaúcho em menos de duas semanas. No dia 28 de julho, um fenômeno similar atingiu as cidades de Giruá, Sete de Setembro e Senador Salgado Filho, deixando quatro pessoas feridas.
O Rio Grande do Sul integra o chamado corredor de tornados da América do Sul, sendo uma das áreas mais propensas do mundo a esses eventos. A instabilidade ocorre devido ao choque entre massas de ar frio do sul e ventos quentes vindos da Amazônia.
O que é uma supercélula e como se forma um tornado
A Climatempo confirmou que o evento em Pedro Osório foi gerado por uma supercélula, que é uma tempestade com corrente ascendente giratória. Essas tempestades são perigosas pois frequentemente causam granizo grande e rajadas de vento intensas.
O tornado surge quando a base da nuvem forma um funil que toca o solo, criando uma coluna de ar em rotação. Em poucos minutos, a força desse giro pode fazer com que os ventos ultrapassem a marca dos 300 km/h.

















