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Bolsonaro ironiza e critica a ‘querida Petrobras’ e cobra queda no preço dos combustíveis no Brasil

16/03/2022 às 08h55
petrobras
O mandatário comentou sobre o preço dos combustíveis, que caiu no cenário internacional (Reprodução/TV Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a criticar a Petrobras e cobrou uma atitude sobre os preços da gasolina e do diesel, que tiveram aumentos significativos nos últimos dias. Na cerimônia de lançamento do Novo Marco da Securitização e Fortalecimento das Garantias Agro, nessa terça-feira (15), o mandatário comparou o Brasil com os demais países do globo.

“Essa guerra lá na Rússia com a Ucrânia tem influenciado na nossa economia. Mas, pelo que tudo indica, em especial [os números] do preço do barril de petróleo lá fora, sinalizam para uma normalidade do mundo. E espero que assim seja”, disse Bolsonaro.

Em seguida, o presidente aproveitou para alfinetar a Petrobras, que reajustou o preço dos combustíveis no país desde a última sexta-feira (11). “Estamos tendo notícia que, nos últimos dias, o preço do petróleo lá fora tem caído bastante”, pontuou.

“Espero que a nossa querida Petrobras, que teve muita sensibilidade ao não nos dar um dia, retorne aos níveis da semana passada, nos preços dos combustíveis no Brasil”, completou o mandatário.

Petrobras anuncia aumento dos preços

Na última quinta-feira (10), a Petrobras informou que “o preço médio de venda da gasolina para as distribuidoras passará de R$ 3,25 para R$ 3,86 por litro, um aumento de 18,8%. Para o diesel, o preço médio passará de R$ 3,61 para R$ 4,51 por litro, uma alta de 24,9%”. A medida passou a valer no dia seguinte.

Para o GLP, segundo a estatal, o último ajuste de preços aconteceu no dia 9 de outubro de 2021, há 152 dias. “A partir de amanhã, 11/03, o preço médio de venda do GLP da Petrobras, para as distribuidoras, passará de R$ 3,86 para R$ 4,48 por kg, equivalente a R$ 58,21 por 13kg, refletindo reajuste médio de R$ 0,62 por kg”.

A Petrobras disse também que decidiu não repassar de imediato o reajuste que pode ser ocasionado pela guerra entre Rússia e Ucrânia. “Esses valores refletem parte da elevação dos patamares internacionais de preços de petróleo, impactados pela oferta limitada frente a demanda mundial por energia. Mantemos nosso monitoramento contínuo do mercado nesse momento desafiador e de alta volatilidade”, disse a estatal.

‘Estamos prontos para outra briga’

O ministro da Economia, Paulo Guedes, também se manifestou sobre o conflito militar na Ucrânia durante a cerimônia de ontem. De acordo com ele, “nós somos uma geração que paga por suas guerras” e “não estamos hipotecando o futuro de nossos filhos e netos”.

Guedes comentou que o déficit do PIB no Brasil caiu de 2% para 1% no primeiro ano do governo Bolsonaro. “Na pandemia, fomos a 10,5% e voltamos a 0. Nossas despesas, 19,5% do PIB, foram a 26% e voltaram a 18,7%. Então, realmente, vocês podem olhar com orgulho uns pros outros, nós todos juntos. Porque a calamidade foi terrível, foi a maior crise sanitária dos últimos cem anos”, observou.

Por fim, o ministro afirmou que o Brasil é “duro na queda”. “Porque o Brasil caiu, levantou, já tá em pé, sacudiu e já tá mais arrumado que o pessoal lá fora. Nós estamos prontos pra outra briga, se vier a Segunda Guerra Mundial aí nós estamos prontos de novo”, concluiu. O ministro parece ter se confundido, já que a guerra citada já aconteceu entre 1º de setembro de 1939 e 2 de setembro de 1945.

Editado por: Vitor Fernandes

Nicole Vasques

Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), escreve para o BHAZ desde 2021. Participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.

Nicole Vasques

Email: [email protected]

Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), escreve para o BHAZ desde 2021. Participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.

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