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Justiça aceita pedido de exame de insanidade mental a acusado de matar sargento Dias

15/05/2024 às 08h52 - Atualizado em 15/05/2024 às 08h58
acusado morte roger dias
Crime aconteceu em janeiro de 2024 (Redes sociais/Reprodução)

O homem de 25 anos acusado de matar o sargento da Polícia Militar Roger Dias vai passar por um exame de insanidade mental. O pedido foi feito à Justiça pelos advogados de defesa de Welbert de Souza Fagundes e aceito nesta quarta-feira (15).

O acusado está preso Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. A defesa pediu, ainda, a transferência do acusado para outra unidade prisional sob o argumento de que a cela em que ele se encontra não possui câmera de vigilância.

“Assim, defiro o pedido formulado pelo Ministério Público para que seja expedido ofício ao Diretor-Geral do Complexo Penitenciário Nelson Hungria, a fim de que informe a esse Juízo se a ausência de câmera de segurança no interior da cela implica em risco para a integridade física do acusado”, decidiu a juíza da 7ª Vara Criminal de Belo Horizonte, Rosangela de Carvalho Monteiro.

Por conta do exame, uma audiência de instrução e julgamento prevista para ser realizada nesta quinta-feira (16), relacionada ao furto de um veículo que Welbert teria cometido em julho do ano passado, foi cancelada.

Outra audiência, esta relacionada à morte do sargento Roger Dias, ainda está marcada para acontecer na sexta-feira (17). Nela, serão ouvidas testemunhas listadas pela defesa e pela acusação.

Preso posta vídeo em cela

No início do mês, Welbert precisou ser socorrido após atear fogo em um colchão da cela em que estava. Após receber atendimento médico, o homem de 25 anos retornou para a penitenciária.

Um dia antes, o detento também se feriu superficialmente em uma das mãos. Mais recentemente, o preso teria relatado que estava “ouvindo vozes”.

Nessa segunda-feira (13), o detento publicou um vídeo em que aparece fumando e ouvindo um pagode romântico dentro da cela.

Relembre a morte de Roger Dias

Roger Dias da Cunha morreu após ser atingido por três tiros durante uma perseguição no bairro Aarão Reis, região Nordeste de BH. Ele foi atingido por dois tiros na cabeça. Os projéteis ficaram alojados no cérebro do militar. Um terceiro disparo atingiu a sua perna.

O policial militar estava internado no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII desde o dia do crime, e seu quadro era dado como “irreversível”. Ele teve a morte confirmada dois dias após ser atingido pelos disparos.

Welbert de Souza Fagundes gozava do benefício da saída temporária e deveria ter retornado ao presídio em 23 de dezembro. Ele havia sido preso no segundo semestre do ano passado por furtar um carro em Belo Horizonte.

O homem se tornou réu pela morte do sargento Roger Dias em 30 de janeiro deste ano e foi denunciado por homicídio triplamente qualificado, já que impossibilitou defesa da vítima, praticou crime contra agente de segurança pública em exercício da função e para garantir impunidade de um crime anterior.

Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2021. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.
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Graduada em jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2021. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.
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